Equipes buscam bimotor com britânicos que desapareceu na Bahia
da Folha Online
Atualizada às 15h54
Continuam as buscas pelo avião modelo Cessna 310Q matrícula PT-JGX da empresa Aero Star que desapareceu no trajeto entre os aeroportos de Salvador e de Ilhéus, na Bahia, no final da tarde de ontem (2). Estavam a bordo o piloto Clóvis Revault, 61, o co-piloto Leandro Veloso, 34, e quatro empresários britânicos do ramo hoteleiro e de turismo.
O Consulado Geral Britânico em São Paulo foi comunicado pela Aero Star do acidente e informou, por volta das 15h30, que os familiares já estão cientes do desaparecimento deles. Os empresários foram identificados pela empresa aérea como Ricky Every, Sean Woodhall, Alan Trevor Kampson e Nigel Hodges.
Sean Woodhall é um dos sócios da WWD (Worldwide Destinations). O site da empresa aponta que o projeto de construção de um eco resort na Bahia, em Ilhéus e Itacaré, estava em andamento.
| Editoria de Arte/Folha Online |
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Os trabalhos estão concentrados na região do povoado de Ponta da Tulha, no km 17 da rodovia Ilhéus-Itacaré, de onde partiu uma denúncia sobre o paradeiro do bimotor.
Participam das buscas homens da FAB (Força Aérea Brasileira) que sobrevoam a área em um avião de patrulha; homens do Corpo de Bombeiros de Ilhéus que estão a bordo de um helicóptero da PM (Polícia Militar); homens da PM de Itacaré, por terra; e funcionários da própria Aero Star, a bordo de um avião e três helicópteros alugados.
O avião havia decolado às 17h (horário local) do aeroporto de Salvador e chegaria às 17h50 ao aeroporto de Ilhéus. De acordo com a FAB (Força Aérea Brasileira), o bimotor tinha autonomia de cinco horas de vôo --o que corresponde às 22h, aproximadamente.
Último contato
De acordo com a Infraero (estatal que administra os aeroportos do país), o último contato do avião com o controle aéreo de Ilhéus ocorreu às 17h50 de ontem. Naquele momento, Revault e Veloso informavam que estavam substituindo o modo de operação por instrumentos pelo modo de operação visual para se prepararem para o pouso, segundo a Aero Star.
Equipes do Seripa-2 (Serviço Regional de Investigação de Acidentes Aeronáuticos), da FAB, cuja sede fica em Recife, já estão na Bahia, para investigar o caso. Dados do RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro) na internet apontam que o bimotor estava em situação regular.
Mau tempo
O empresário Cláudio Soares, da Henrimar Táxi Aéreo, diz que, originalmente, os britânicos viajariam de Salvador para Ilhéus pela empresa dele, de helicóptero, mas que o vôo teve de ser cancelado por causa do mau tempo.
Conforme Soares, os britânicos acabaram indo de avião porque o tempo nublado e chuvoso não era propício para o vôo em helicóptero. Soares ressalta que, para ele, o bimotor em que os empresários voavam era adequado para encarar o tempo ruim. "O pessoal estava super tranqüilo, descontraído. Eles queriam ir de qualquer jeito."
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