Justiça proíbe Marcha da Maconha em São Paulo
da Folha Online
O TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo proibiu neste sábado a realização da Marcha da Maconha na cidade. O evento estava marcado para amanhã em dez capitais brasileiras e mais 200 cidades pelo mundo. A decisão é do desembargador Ricardo Cardozo Tucunduva, que acatou recurso do Ministério Público do Estado, que acredita que a marcha pode incitar o uso da droga.
O ato iria ocorrer no parque Ibirapuera (zona sul de São Paulo), às 14h. Além de São Paulo, a marcha está proibida em Salvador (BA), João Pessoa (PB), Cuiabá (MT), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e Curitiba (PR).
Os promotores paulistas Marcelo Luiz Barone e Paula Castanheira Lamenza tinham entrado com uma ação cautelar contra o evento com o argumento de que a marcha representa uma "verdadeira guerra declarada contra a saúde pública".
Na quarta-feira, a juíza Maria Fernanda Belli, do Departamento de Inquéritos da Capital, indeferiu o pedido de liminar e manteve a realização da marcha. Os promotores recorreram da decisão e o desembargador de plantão proibiu o ato.
Em seu site, a organização da marcha afirma que seu objetivo não é estimular o uso, o tráfico ou o cultivo da planta no Brasil. "Nós acreditamos que a forma como as atuais leis e políticas Públicas são construídas e aplicadas têm fracassado nos objetivos que se propõem e queremos manifestar nossa insatisfação com essa situação", diz o site.
Pró e contra
No Rio, A discussão sobre a legalização da maconha promete dividir a orla carioca amanhã. Realizada desde 2002 na cidade, a Marcha da Maconha reunirá defensores da descriminalização da droga em Ipanema, a partir das 14h. Perto dali, em Copacabana, pessoas contrárias à idéia farão a caminhada Rio em Defesa da Família, a partir das 9h. Os dois grupos não devem se encontrar.
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