Falta de energia prejudica fornecimento de água em Porto Alegre
da Folha Online
A falta de energia elétrica em algumas regiões de Porto Alegre, provocada pelo ciclone extratropical que atinge o Sul do país, paralisou estações de abastecimento de água no município, segundo o Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgotos).
De ontem para hoje, o fornecimento foi restabelecido em vários pontos e o número de bairros sem água caiu quase pela metade. Conforme o Dmae, o departamento está monitorando o serviço de energia elétrica, já que a operação das estações de água depende do retorno da energia.
Ainda estão sem água, segundo o Dmae, Ilha da Pintada, Ilha das Flores, Ilha dos Marinheiros, Ilha do Pavão, Vila Ipiranga, Vila Jardim, Passo da Areia, Cristo Redentor, Espírito Santo, Praça Moema, Belém Velho, Vila Nova, Aberta Morros, Vila Boa Vista, Vila Colina do Prado, Jardim Isabel, loteamento Costa do Sol, estradas Cristiano Kraemer e Jorge Pereira Nunes e Ipanema, Chácara das Pedras e Três Figueiras (abastecimento parcial).
| Prefeitura de Porto Alegre/Divulgação |
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| Após ciclone, árvore ameaça cair sobre o Mercado do Bom Fim, em Porto Alegre |
Na noite de ontem (3), cerca de 247 mil pessoas estavam sem energia elétrica, no Estado. Na manhã deste domingo, dos 247 mil, ao menos 150 mil continuavam às escuras --esse número pode aumentar, no entanto, porque a RGE (Rio Grande Energia), que atende cerca de 52 mil pessoas, não confirmou a situação atual.
De acordo com as três concessionárias de energia que abastecem o Estado, todos os desligamentos são frutos de problemas pequenos causados pelo mau tempo, como rompimento de cabos e quedas de árvores.
Segundo levantamento da Secretaria do Meio Ambiente de Porto Alegre, até as 12h de ontem, foi registrada a queda de 147 árvores na capital. As rajadas de vento foram responsáveis por 47 quedas de árvores na zonal Leste, 26 na zonal Centro, na Norte 24 e a zonal sul registrou 50 quedas.
Desabrigados
Os estragos provocados pelo ciclone extratropical já deixaram 22,5 mil pessoas desalojadas no Rio Grande do Sul. Outras 1.600 pessoas ficaram desabrigadas e foram encaminhadas para abrigos municipais. O maior número de vítimas é de moradores da região metropolitana de Porto Alegre. Duas rodovias permanecem interditadas e milhares de pessoas continuam sem energia elétrica.
Conforme a Defesa Civil Estadual, entre os desalojados, a maioria --20 mil-- mora na região metropolitana de Porto Alegre. Outros 1.500 moram na capital e 1.000, no litoral. Entre os desabrigados a situação também é pior na região metropolitana. Lá, 1.000 perderam suas casas --na capital foram 300 e no litoral também.
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