Mesmo proibida, Marcha da Maconha reúne cem manifestantes em SP
MARIANA SANT'ANNA
Colaboração para a Folha Online
Mesmo proibida pela justiça, a Marcha da Maconha reuniu cerca de cem pessoas em São Paulo, no Parque do Ibirapuera. Para garantir que a marcha não acontecesse, seis viaturas do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) e dez da PM ficaram próximas aos manifestantes.
"O que não pode acontecer é uma passeata. Se eles ficarem parados não há problema", disse o major Wanderley, da PM.
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A manifestação, marcada para começar as 14h, demorou a tomar forma. Um dos organizadores, o cientista social Marco Magri, 22, esteve no parque para pedir que a marcha não fosse realizada.
"Eu vim para deixar claro que a organização acatou a decisão judicial", disse.
Ainda assim o estudante Eduardo Hideki Harano, 20, levou um cartaz que dizia: "Não fumo, não planto, não vendo, não condeno. Legalize já". Ele foi abordado por policiais, que pediram para que guardasse a mensagem.
Em reação, os manifestantes gritaram palavras de ordem como "abaixo a repressão".
"Eu quero dialogar, enquanto eu puder conversar, vou segurar o cartaz. Só vou recolher se tiver ameaça à minha integridade física", afirmou Harano.
Entre os manifestantes, muitos vestiam camisetas com a bandeira da Jamaica e fotos do músico jamaicano Bob Marley e entoavam palavras como "legaliza" e "liberdade de expressão".
A realização da Marcha da Maconha foi confirmada pelos organizadores em Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Recife (PE) e Vitória (ES). Marcada para se iniciar às 14h, as polícias militares das capitais brasileiras onde o evento vai ocorrer informaram que a concentração de manifestantes começou com atraso.
A marcha foi proibida pela Justiça em Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Rio (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Em todos os casos, foi o Ministério Público Estadual que moveu o pedido de impedimento do evento sob o argumento de que ele faz apologia às drogas.
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