Embarcação naufragada no rio Solimões está irregular, diz Marinha; dez morreram
da Folha Online
A embarcação Comandante Sales, que naufragou na madrugada deste domingo no rio Solimões, na proximidade da cidade de Manacapuru (AM), estava irregular, segundo a Marinha. Ao menos dez pessoas morreram no naufrágio, no entanto, esse número pode mudar conforme ocorrem os trabalhos de resgate de vítimas. O barco transportava cerca de 80 pessoas, segundo estimativas divulgadas pela Marinha.
De acordo com informações da Marinha, o barco não estava inscrito na Capitania dos Portos e em janeiro foi apreendida por falta de documentação, além de estar navegando com tripulação sem habilitação.
| Arte Folha |
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Segundo a nota enviada pela Marinha, a embarcação não poderia estar em navegação no momento do acidente porque estava apreendida. A Norma da Autoridade da Marinha, informa a nota, diz que o proprietário deveria comparecer à Capitania dos Portos de Manaus para apresentar sua defesa e a documentação para regularizar o barco, o que não aconteceu.
A capacidade de carga e passageiros da embarcação seria definida pela Capitania dos Portos quando o proprietário comparecesse para o processo de regularização, de acordo com a nota.
A embarcação tombou aproximadamente 20 minutos depois que partiu do Lago do Pesqueiro, onde ocorria uma Festa do Divino, quando tombou para um lado e foi invadido pela água.
Os passageiros da embarcação foram auxiliados, primeiramente, pelos ocupantes de outro barco que navegava atrás, de acordo com a Polícia Civil. Com a chegada do Corpo de Bombeiros, a embarcação acidentada foi estabilizada perto da margem do rio, e o resgate dos corpos que estavam no interior do barco começou.
A assessoria do 9º Distrito Naval de Manaus confirmou que dez corpos de vítimas do naufrágio já foram resgatados. Eles serão levados para Manacapuru. De acordo com a Polícia Civil, no entanto, antes do registro das mortes, os corpos precisam ser levados ao IML (Instituto Médico Legal) de Manaus, para o reconhecimento. O trajeto de Manacapuru a Manaus, em barco veloz, dura três horas. De catamarã, a viagem pode levar seis horas, segundo a polícia.
O Comando do 9º Distrito Naval encaminhou cem homens para os trabalhos de buscas e resgate, além de uma embarcação do Corpo de Bombeiros, um navio e um helicóptero da Marinha e embarcações civis.
Um inquérito administrativo será instaurado pela Marinha para apurar este acidente, sob a coordenação da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, que terá o prazo inicial de 90 dias para ser concluído, prazo que pode ser prorrogado por até um ano.
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