Marinha suspende buscas e corrige número de mortos em naufrágio no AM
da Folha Online
As buscas por vítimas do naufrágio no Rio Solimões foram encerradas por volta das 19h (horário local), informou a Marinha. As equipes de resgate permaneceram no local até o anoitecer e devem voltar ao local amanhã de manhã. A embarcação Comandante Sales naufragou na madrugada deste domingo próximo ao município de Manacapuru (AM). A Marinha estima que havia 80 passageiros a bordo. Até agora são 15 mortos e estima-se que sejam cerca de 30 desaparecidos. O número ainda não foi confirmado pois não havia lista de passageiros na embarcação.
Anteriormente, a Marinha havia informado que 16 corpos foram resgatados. A informação foi corrigida após constatado erro na contagem dos mortos. Os corpos das vítimas do naufrágio já estão em Iranduba (AM), a 22 km de Manaus, e serão levados ainda hoje para o IML (Instituto Médico Legal) de Manaus.
O naufrágio aconteceu aproximadamente 20 minutos depois que a embarcação partiu do Lago do Pesqueiro, onde ocorria uma Festa do Divino, quando tombou para um lado e foi invadida pela água. Os passageiros foram auxiliados, primeiramente, pelos ocupantes de outro barco que navegava atrás, de acordo com a Polícia Civil. Com a chegada do Corpo de Bombeiros, a embarcação acidentada foi estabilizada perto da margem do rio, e o resgate dos corpos que estavam no interior do barco começou.
O Comando do 9º Distrito Naval encaminhou cem homens para os trabalhos de buscas e resgate, além de uma embarcação do Corpo de Bombeiros, um navio e um helicóptero da Marinha e embarcações civis.
Irregular
De acordo com a Marinha, a embarcação não estava inscrito na Capitania dos Portos e em janeiro foi apreendida por falta de documentação, além de estar navegando com tripulação sem habilitação. Segundo a nota enviada pela Marinha, a embarcação não poderia estar em navegação no momento do acidente porque estava apreendida.
A nota diz ainda que a embarcação não poderia estar em navegação no momento do acidente porque estava apreendida. A Norma da Autoridade da Marinha, informa a nota, diz que o proprietário deveria comparecer à Capitania dos Portos de Manaus para apresentar sua defesa e a documentação para regularizar o barco, o que não aconteceu.
A capacidade de carga e passageiros da embarcação seria definida pela Capitania dos Portos quando o proprietário comparecesse para o processo de regularização, de acordo com a nota.
Um inquérito administrativo será instaurado pela Marinha para apurar este acidente, sob a coordenação da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, que terá o prazo inicial de 90 dias para ser concluído, prazo que pode ser prorrogado por até um ano.
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