Cotidiano
04/05/2008 - 21h44

Defensoria pede prisão de secretário de Saúde do Rio por fechar postos

da Agência Brasil

A Defensoria Pública da União vai pedir à Justiça Federal o aumento de R$ 10 mil para R$ 50 mil da multa aplicada ao secretário municipal de Saúde do Rio, Jacob Klingerman, e também sua prisão em flagrante pela prática do delito de desobediência, especificado no artigo 330 do Código Penal.

Segundo o defensor público André Ordacgy, Klingerman está descumprindo a determinação judicial, dada no último dia 2 de abril, que obrigou o funcionamento dos postos de saúde 24 horas, para atendimento aos casos da epidemia de dengue na cidade do Rio. A ação civil pública promovida pelo defensor, que resultou na ordem judicial, tramita na 28ª Vara Federal do Rio.

A medida é resultado de vistoria conjunta efetuada neste domingo pela Defensoria e pelo Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, nos postos de saúde da Tijuca, Vila Isabel, Engenho de Dentro e Jacarepaguá. O objetivo era verificar se os postos estavam cumprindo a decisão judicial.

Ordacgy revelou que três dos postos visitados (Tijuca, Vila Isabel e Engenho de Dentro) foram encontrados fechados. Já o posto do bairro Tanque, em Jacarepaguá, funcionava parcialmente. "A decisão judicial não está sendo integralmente cumprida nesse posto", disse o defensor.

Ele contou que, mesmo funcionando de forma parcial, o posto de Jacarepaguá atendeu 17 pacientes hoje, sendo sete crianças. "Em um dia atípico, dia de final de campeonato, ter esse número de pessoas atendidas mostra a importância dos postos de saúde estarem funcionando 24 horas por dia, especialmente nos finais de semana", comentou.

O secretário poderá entrar com recurso e recorrer da decisão judicial, o que, segundo a defensoria, ainda não ocorreu. "Nem da [decisão] que aplicou multa a ele, nem da decisão que mandou abrir os postos 24 horas", disse Ordacgy.

O presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze, contestou a alegação da prefeitura de que o número de pacientes de dengue vem reduzindo e, portanto, não haveria mais necessidade de os postos funcionarem 24 horas.

"Nós temos uma opinião contrária. Se a gente analisar, 99% das pessoas morreram por falta de assistência. Nós temos uma opinião de que os postos abertos 24 horas são fundamentais para a gente prevenir o agravamento da doença. Porque evitar que a pessoa adoeça, a gente não pode. Para isso, tem que erradicar o mosquito. Mas, depois que adoece, é preciso que o sistema público de saúde esteja preparado para dar o atendimento a esses pacientes. Porque posto de saúde é uma porta de entrada do sistema público de saúde", concluiu Darze.

Comentários dos leitores
Rogerio Rocha (302) 10/06/2008 14h24
Rogerio Rocha (302) 10/06/2008 14h24
SAO PAULO / SP
Como havia predito, ninguém mais vem a este fórum. Perdeu o interesse, mas a dengue continua.
Agora o estado onde ela está crescendo é a Bahia.
Continua tendo a certeza de que a expansão da dengue conta com uma contribuição significativa da população que não tem as mais básicas noções de higiene, saúde e civilidade. Porém o grande agente que poderia reverter este quadro também não faz a sua parte. E que agente é este? Simplesmente o poder executivo (municipal, estadual e federal - traduzindo para alguns: prefeito, governador e presidente da república) através dos seus gentes de saúde e de publicidade.
E agora, na Bahia, não adianta culpar PSDB, DEM ou qualquer outro partido que não seja o pt.
E mais uma vez quem perde é o cidadão que sustenta com os seus impostos esta turma que, independente de partido, não gosta de trabalhar.
sem opinião
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Frbezerra Bezerra (1) 29/05/2008 09h58
Frbezerra Bezerra (1) 29/05/2008 09h58
Há um pequeno programa que espanta mosquitos, antimosxp, é só procurar no Google, e instalar em todos os computadores do Rio de Janeiro, para afastar os bixinhos danados.
Este programa emite uma frequencia que afasta os voadores, e não pertuba o ouvido humano.
É o que pensei para ajudar os amigos cariocas.
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José Rubem Tavares França (1) 28/05/2008 21h03
José Rubem Tavares França (1) 28/05/2008 21h03
RIO DE JANEIRO / RJ
É de se lamentar, que o sr presidente Lula, que antigamente era radicalmente contra a CPMF, agora ele quer por qualquer custo, colocar este deprimente imposto com outra cara.
Atenciosamente,
José Rubem.
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