Sem injeção letal, prefeituras deixam de retirar animais da rua em SP
do Agora
Em vigor há apenas 20 dias, a lei estadual que proíbe o sacrifício de animais sadios já alterou a rotina dos CCZs (Centros de Controle de Zoonoses) do Estado de São Paulo. Como agora é impossível abrigar o grande número de animais que antes eram recolhidos, a solução adotada foi a restrição da coleta de cães e gatos de rua.
Na capital, por exemplo, foram recolhidos 541 animais em março. No mês passado, quando a lei foi sancionada pelo governador José Serra (PSDB), o número caiu para 301, segundo balanço parcial de abril.
Em Santo André (ABC), onde eram recolhidos de 30 a 40 cães todo mês, o número caiu para apenas dez cachorros em abril. "Agora que todo animal só sai [do CCZ] se for adotado, estamos restringindo mesmo. Não é todo animal que pode ir para a adoção. Só recolhemos em casos muitos graves, quando há um pit bull solto na rua, por exemplo", diz a veterinária Juliana Oliveira Antunes, responsável pela profilaxia da raiva no CCZ.
"Nenhuma prefeitura tem espaço. A eutanásia era antes feita com critérios. É complicado liberar para adoção um animal que possa oferecer algum risco", afirmou o veterinário Eduardo Rodrigues de Oliveira, chefe da seção de controle da raiva do CCZ de Guarulhos (Grande SP).
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