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Cotidiano
07/05/2008 - 09h45

Ouvidoria pede apuração da atuação da polícia no caso Isabella

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do Agora

Atualizado às 16h04

A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo pediu para que as Corregedorias das Polícias Civil e Militar e a superintendência da Polícia Técnica abram investigação para apurar denúncias de alteração na cena do crime que levou à morte a menina Isabella Nardoni, 5 anos. A demora na lacração do apartamento por parte dos policiais poderia ter possibilitado mudanças no apartamento.

A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo pediu para que as Corregedorias das Polícias Civil e Militar e a superintendência da Polícia Técnica abram investigação para apurar denúncias de que houve alteração por parte de policiais na cena do crime que levou à morte a menina
O ouvidor das polícias, Antonio Funari Filho, afirmou que a denúncia é "muito grave" e que poderá beneficiar Alexandre Alves Nardoni, 29, e Anna Carolina Jatobá, 24, pai e madrasta da menina, suspeitos do assassinato.

"Se isso [a alteração da cena] prejudicou o trabalho pericial, em conseqüência prejudicou provas que seriam essenciais à elucidação do crime. É muito grave", disse Funari Filho. Segundo ele, um expediente foi encaminhado para as polícias e para a perícia. "Se houve negligência ou não-cumprimento [da lei], tem de ser apurado."

A representação foi feita pelo Condepe (Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana) no dia 28 de abril. O conselho teme que o apartamento do crime tenha sido "contaminado" pela presença de policiais ou até de familiares de Nardoni --que só precisaram entregar as chaves à polícia três dias após o homicídio. Para o secretário-geral do Condepe, Ariel de Castro Alves, "é preciso apurar em quais horários a polícia chegou e saiu, quem entrou no local".

O promotor de Justiça do caso, Francisco José Taddei Cembranelli, afirma na denúncia à Justiça contra Nardoni e Anna Jatobá que foi o próprio casal que tentou apagar pistas na cena do crime. A defesa do casal nega.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado informou que não havia comunicação oficial sobre o pedido da ouvidoria e que não havia sido aberta apuração de eventual alteração na cena do crime.

Segundo a assessoria, a primeira perícia, feita no dia do crime, colheu as provas principais --outras perícias foram só complementares. Sobre a exigência posterior das chaves, informou que a coleta de provas não foi prejudicada.

A assessoria informou que foi aberta, na Corregedoria, apuração da conduta de uma delegada que teria chamado Nardoni de "assassino".

 

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