Vazamento e incêndio podem ter causado mortes em mina em SC
MATHEUS PICHONELLI
da Agência Folha
Vistoria realizada na mina onde dois operários morreram na madrugada de segunda-feira (5), em Lauro Müller (SC) apontou que não houve explosão no local, como indicaram análises iniciais, mas incêndio após vazamento de gás metano.
O fogo, segundo peritos de Santa Catarina e técnicos do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), ocorreu em uma galeria paralela à frente de lavra (onde é feita a extração de carvão mineral). Resta saber por que os mineiros estavam nesse local e o que originou o incêndio.
"Uma das vítimas era mecânico e deveria estar na oficina. O outro era operador e deveria estar na frente de lavra. Quando os 25 sobreviventes saíram da mina, não acharam os dois", disse o chefe do DNPM em Florianópolis, engenheiro civil Ariel Arno Pizzolatti.
Os operários, segundo Pizzolatti, morreram queimados.
Antes da perícia, acreditava-se que o acidente havia sido causado em uma oficina do túnel, após explosão de um cilindro de oxiacetileno de um equipamento de solda. Essa hipótese, porém, está descartada.
Segundo o perito do IGP (Instituto Geral de Perícias) de Santa Catarina André de Farias, nenhum equipamento com falhas foi encontrado na mina. Um laudo deve ser concluído em 30 dias.
Segundo ele, a mina foi liberada ontem após a perícia.
A galeria onde houve o incêndio era área já explorada pela mineradora Carbonifera Catarinense e estava desativada. A combustão provocou deslocamento de ar no túnel, o que fez com que outros funcionários fossem "arremessados" e se ferissem, segundo Pizzolatti.
Para ele, a frente de lavra tinha condições de segurança.
O DNPM espera o resultado da perícia da polícia para concluir um relatório sobre o caso.
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