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Cotidiano
08/05/2008 - 00h42

Casal Nardoni chega ao IML para passar por exame de corpo de delito

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FELIPE MAIA
RENATO SANTIAGO
da Folha Online
CAMILA NEUMAM
Colaboração para a Folha Online

O pai e a madrasta da menina Isabella, o casal Alexandre Nardoni, 29, e Anna Carolina Jatobá, 24, chegaram ao IML (Instituto Médico Legal) Central, em Pinheiros, por volta da 0h30 desta quinta-feira. Poucas pessoas se aglomeravam em frente ao local, diferentemente do que ocorreu no 9º Distrito Policial (Carandiru), onde uma multidão causou tumulto na chegada do casal. Eles serão submetidos a exames de corpo de delito para na seqüência serem encaminhados às carceragens.

Os advogados Rogério Neres e Ricardo Martins chegaram ao IML em seguida do casal para acompanhar a realização dos exames.

Alexandre e Anna Carolina se entregaram à Polícia Civil cerca de quatro horas depois de a Justiça decretar a prisão preventiva de ambos, após denúncia do Ministério Público na terça-feira (6).

De acordo com da delegada Renata Pontes, que investigou a morte de Isabella, Anna Carolina será levada para a carceragem feminina do 97º DP (Americanópolis) e Alexandre será encaminhado para o 13º DP (Casa Verde), onde há celas para homens com curso superior completo.

Segundo Pontes, a madrasta de Isabella será encaminhada no decorrer no dia de hoje para a Penitenciária Feminina da Capital, no Carandiru, já que a unidade não pode receber presas durante à noite. No entanto, segundo a delegada, as detentas do presídio ameaçam se rebelar caso Anna Carolina seja encaminhada para a unidade.

Carros do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil levaram e escoltaram o casal até o 9º DP, assim como motos da Polícia Militar. Uma multidão aguardava na rua a saída do casal do prédio. Um cordão de isolamento foi formado para evitar que o público se aproximasse dos veículos que levaram Alexandre e Anna Carolina.

Isabella foi assassinada quando passava o fim de semana com o pai e a madrasta. O promotor Francisco Cembranelli, apresentou a denúncia [acusação formal] na terça-feira contra o casal por homicídio, com três qualificadoras ----asfixia, crime motivado por intenção de impunidade e impossibilidade de defesa da vítima.

Para o promotor a criança foi asfixiada por Anna Carolina e jogada do sexto andar do edifício London (zona norte) pelo pai. Na denúncia, Cembranelli também responsabiliza o casal por fraude processual --por ter alterado a cena do crime.

Cembranelli apontou como provas contra o casal laudos periciais e versões de testemunhas. Alexandre e Anna Carolina negam o crime e afirmam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa --assaltante ou desafeto--, que invadiu o apartamento.

A prisão foi decretada pelo juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri de Santana (zona norte), que considerou o casal insensível e "sem moral".

 

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