Mercado paralelo de armas do Rio encareceu com operações, diz Cabral
LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio
O mercado ilegal de armas no Estado do Rio está inflacionado por causa das operações da polícia nas favelas do Rio, segundo o governador Sérgio Cabral (PMDB). Investigações da polícia constataram, segundo ele, que armas que valiam R$ 15 mil no mercado paralelo custam hoje até R$ 50 mil porque o poder econômico do tráfico está se desestabilizando.
"Percebemos que um fuzil no mercado paralelo já está custando cinco vezes mais do que custava antes. O crime está sentido a nossa ação", afirmou o governador na manhã desta quinta-feira.
Apesar do número de mortes em operações policiais no Rio considerado alto por entidades como a ONU (Organização das Nações Unidas), Cabral disse que pretende continuar com as incursões policiais em favelas cariocas. Ele afirmou que, antes dos confrontos, o Rio vivia uma "falsa tranqüilidade", mascarada por acordos com o crime organizado.
"A tranqüilidade do pacto com crime organizado não vale para mim. Essa tranqüilidade é que permitiu a expansão da criminalidade organizada no Rio de Janeiro. Vamos ter então que gerar um estresse para ter uma tranqüilidade verdadeira".
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