Polícia transfere madrasta de Isabella para penitenciária de Tremembé
da Folha Online
Anna Carolina Jatobá, 24, madrasta da menina Isabella Nardoni, 5, foi transferida na noite desta quinta-feira para a Penitenciária Feminina de Tremembé (138 km de São Paulo). Ela e o marido, Alexandre Nardoni, 29, foram presos na quarta-feira, horas depois de o juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri de Santana, decretar a prisão preventiva do casal. A informação é do "Jornal da Globo".
A Folha Online entrou em contato com a administração da Penitenciária Feminina de Tremembé, que negou a transferência de Anna Carolina Jatobá. A reportagem também tentou falar com a Secretaria de Administração Penitenciaria, mas não obteve resposta.
Na manhã desta quinta-feira, a madrasta de Isabella havia sido transferida da carceragem feminina do 97 DP (Americanópolis, zona sul de São Paulo), onde passou a madrugada sozinha em uma cela, para a Penitenciária Feminina da Capital, na zona norte.
A expectativa é de que a defesa apresente nesta sexta-feira o pedido de habeas corpus para o casal, que passou a ser réu no processo da morte de Isabella.
Alexandre e Anna Carolina agora são réus no processo. Os advogados se reuniram nesta quinta-feira para elaborar o pedido de liberdade, com base na decisão do juiz.
Na Penitenciária Feminina de Tremembé também está presa Suzane von Richthofen, ré confessa do assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen. O crime ocorreu na casa da família, no bairro do Brooklin, na zona sul de São Paulo, em outubro de 2002.
Mensagem
As detentas da Penitenciária Feminina da Capital também mostram indignação com a morte de Isabella Nardoni. Elas escreveram no chão de uma área usada para banho de sol uma mensagem com os seguintes dizeres: "Mensagem para Isabella: Presente de Dia das Mães. Assassina maldita".
Preventiva
Em seu despacho, o juiz Maurício Fossen afirmou ter levado em consideração a conduta do casal, que "deixa transparecer que se tratam de pessoas desprovidas de sensibilidade moral e sem um mínimo de compaixão humana, ainda mais em se tratando do fato de que a vítima seria filha de um deles e enteada do outro".
Fossen descreve em sua decisão que considera que houve prova material do crime e indícios de autoria do casal. Ele justifica a decretação da prisão não somente para a conveniência do seguimento do processo como também para garantir a ordem pública "com o objetivo de tentar restabelecer o abalo gerado ao equilíbrio social por conta da gravidade e brutalidade com que o crime descrito na denúncia foi praticado".
O juiz marcou para o próximo dia 28 o interrogatório do casal. Após a conclusão do processo, os réus vão a julgamento. Em qualquer uma das fases do processo judicial, cabe recurso.
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