Cotidiano
09/05/2008 - 13h56

Pai visita Alexandre Nardoni em delegacia na zona norte de São Paulo

CLAYTON FREITAS
da Folha Online

O pai e a irmã de Alexandre Nardoni chegaram ao 13º DP (Casa Verde), zona norte de São Paulo, pouco depois das 13h desta sexta-feira para visitá-lo. É a primeira visita que Alexandre recebe na carceragem desde que teve a prisão preventiva decretada, na última quarta-feira (7).

Apenas o pai, Antonio, pôde entrar na carceragem. Cristiane não conseguiu ver o irmão porque o horário de visitas de mulheres aos presos já havia terminado. As visitas ocorrem das 10h às 14 e, primeiro, entram as mulheres.

Almeida Rocha/Folha Imagem
Antonio e Cristiane Nardoni, avô paterno e tia de Isabella, vão ao 13º DP, na zona norte de São Paulo, para visitar Alexandre
Antonio e Cristiane Nardoni, avô paterno e tia de Isabella, vão ao 13º DP, na zona norte de São Paulo, para visitar Alexandre

Hoje, o início das visitas sofreu um atraso de meia hora devido, segundo à polícia, à movimentação em frente à delegacia e ao fato de familiares de alguns presos ficarem constrangidos com a presença da imprensa.

Isolados

O pai e a madrasta de Isabella, 5, Anna Carolina Jatobá, são acusados pela morte da menina. Para o promotor Francisco Cembranelli, a criança foi asfixiada pela madrasta e jogada do sexto andar do edifício London pelo pai. O casal nega e atribui o crime a uma terceira pessoa, que teria invadido o apartamento em 29 de março.

Alexandre e Anna Carolina foram hostilizados pelos presos. O pai de Isabella, que chegou a ser colocado em uma cela com outros homens, voltou a ser isolado nesta sexta.

Após ser presa, Anna Carolina foi levada para a carceragem feminina do 97 DP (Americanópolis, zona sul). Ela passou a madrugada de quinta-feira sozinha e, pela manhã, foi transferida para a penitenciária feminina de São Paulo (zona norte), onde também ficou distante das outras presas. Houve protestos e, à noite, a madrasta da menina foi levada para a penitenciária de Tremembé (147 km de São Paulo). Na unidade também está Suzane von Richthofen, condenada pela morte dos pais, em 2002.

 

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