Avô paterno diz estar confiante em habeas corpus para pai e madrasta de Isabella
CLAYTON FREITAS
da Folha Online
O avô paterno da menina Isabella, Antonio Nardoni, visitou nesta sexta-feira o filho, preso na carceragem do 13º DP (Casa Verde, zona norte de São Paulo), e disse estar confiante que a Justiça conceda um habeas corpus para o pai e para a madrasta da criança. O juiz Maurício Fossen decretou na última quarta-feira (7) a prisão preventiva de Alexandre Nardoni e de Anna Carolina Jatobá, acusados de matar Isabella.
A defesa do casal deve apresentar na tarde de hoje um pedido de habeas corpus. Ele deverá ser julgado pelo desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, o mesmo que, em 11 de abril, decidiu libertar o casal, que cumpria prisão temporária. Na ocasião, ele considerou não haver elementos que justificassem a detenção.
| Almeida Rocha/Folha Imagem |
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| Antonio e Cristiane Nardoni, avô paterno e tia de Isabella, vão ao 13º DP, na zona norte de São Paulo, para visitar Alexandre |
"Mantenho minha postura de confiança no Tribunal [de Justiça]. Se eles [desembargadores] realmente apreciarem o pedido tecnicamente, eu tenho absoluta certeza na revogação da prisão", afirmou Antonio.
Para o pai de Alexandre, a decisão do juiz Maurício Fossen, que decretou a prisão preventiva do casal, pode ter sido "levada para o lado emotivo" e, com isso, o aspecto técnico teria sido deixado de lado.
Segurança
Antonio Nardoni criticou hoje o transporte de Alexandre e de Anna Carolina após serem presos e disse que não havia necessidade de algemas.
Na ocasião, a rua em frente ao apartamento dos pais da madrasta de Isabella, em Guarulhos (Grande São Paulo), estava lotada por curiosos, e o casal foi colocado em carros da polícia sem película protetora, comum em veículos da corporação. Com os vidros claros, Alexandre e Anna Carolina ficaram expostos.
Antonio Nardoni considerou que houve risco à integridade do casal. "Isso decorre do fato da agitação. É uma situação complicada", afirmou.
Alexandre, que chegou a dividir a cela com outros presos na carceragem do 13º DP, foi hostilizado e novamente isolado hoje. Segundo seu pai, uma possível transferência deve ser analisada.
"A transferência pode ocorrer em função dessa situação. Se ela perdurar, eu acho que talvez haja necessidade de transferência", afirmou. Ele, no entanto, negou que Alexandre tenha sofrido ameaças de outros presos.
Visita
Antonio, que visitou e levou roupas ao filho, avaliou como boas as condições de segurança na carceragem.
Segundo ele, a mãe de Alexandre tem tomado calmantes e "não tem condição emocional" para visitar o filho.
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