Cotidiano
09/05/2008 - 16h11

Rio corre risco de ter nova epidemia de dengue em quatro anos, diz infectologista

da Agência Brasil

O Rio de Janeiro não deve enfrentar nova epidemia de dengue em 2009, mas, se as ações de combate ao mosquito transmissor da doença não forem mantidas, o problema pode reaparecer em cerca de quatro anos. O alerta foi feito nesta sexta-feira pelo infectologista da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Edmilson Migowski.

Segundo ele, como boa parte da população já teve contato com o vírus do tipo 2, que atualmente está em circulação no Estado, em alguns anos o risco será maior para as crianças.

"Historicamente, as epidemias têm intervalos de três, quatro ou cinco anos. As crianças que nascerem daqui para frente provavelmente serão as maiores vítimas porque não estarão imunes ao vírus em circulação, com o qual boa parte da população já teve contato. Por isso, não podemos relaxar. Governos e sociedade precisam continuar realizando o combate ao mosquito", disse.

Com a redução do número de casos de dengue no Estado, a Secretaria Estadual de Saúde fecha no fim da tarde de hoje o segundo centro de hidratação, dos 17 montados em março para atender pacientes com a doença. A unidade que será desativada fica no Méier, bairro da zona norte da cidade, e chegou a atender 120 pacientes por dia. Nas últimas semanas, no entanto, esse número foi reduzido à metade e não houve mais procura no período noturno.

A secretaria informou ainda que, embora dois centros tenham sido desativados, um outro foi aberto em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, onde tem aumentado o número de casos de dengue.

De acordo com o último boletim divulgado na quarta-feira (7), desde o início do ano foram registrados 131.238 casos da doença. O mês de maior incidência foi março, com mais de 65.025 mil ocorrências. Em abril, o número diminuiu e foram registrados aproximadamente 24.862 casos.

Comentários dos leitores
Rogerio Rocha (302) 10/06/2008 14h24
Rogerio Rocha (302) 10/06/2008 14h24
SAO PAULO / SP
Como havia predito, ninguém mais vem a este fórum. Perdeu o interesse, mas a dengue continua.
Agora o estado onde ela está crescendo é a Bahia.
Continua tendo a certeza de que a expansão da dengue conta com uma contribuição significativa da população que não tem as mais básicas noções de higiene, saúde e civilidade. Porém o grande agente que poderia reverter este quadro também não faz a sua parte. E que agente é este? Simplesmente o poder executivo (municipal, estadual e federal - traduzindo para alguns: prefeito, governador e presidente da república) através dos seus gentes de saúde e de publicidade.
E agora, na Bahia, não adianta culpar PSDB, DEM ou qualquer outro partido que não seja o pt.
E mais uma vez quem perde é o cidadão que sustenta com os seus impostos esta turma que, independente de partido, não gosta de trabalhar.
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Frbezerra Bezerra (1) 29/05/2008 09h58
Frbezerra Bezerra (1) 29/05/2008 09h58
Há um pequeno programa que espanta mosquitos, antimosxp, é só procurar no Google, e instalar em todos os computadores do Rio de Janeiro, para afastar os bixinhos danados.
Este programa emite uma frequencia que afasta os voadores, e não pertuba o ouvido humano.
É o que pensei para ajudar os amigos cariocas.
3 opiniões
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José Rubem Tavares França (1) 28/05/2008 21h03
José Rubem Tavares França (1) 28/05/2008 21h03
RIO DE JANEIRO / RJ
É de se lamentar, que o sr presidente Lula, que antigamente era radicalmente contra a CPMF, agora ele quer por qualquer custo, colocar este deprimente imposto com outra cara.
Atenciosamente,
José Rubem.
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