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Cotidiano
11/05/2008 - 17h48

Polícia apresenta suspeito de incendiar moradores de rua no Rio

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da Folha Online

A Polícia Civil do Rio apresentou na tarde deste domingo o suspeito de queimar dois moradores de rua nesta madrugada sob o viaduto dos Marinheiros, na praça da Bandeira, zona norte do Rio.

Rafael Andrade/Folha Imagem
Polícia prende Paulo Roberto de Oliveira Ribeiro, acusado de atear fogo em dois moradores de rua
Polícia prende Paulo Roberto de Oliveira Ribeiro, acusado de atear fogo em moradores de rua

Segundo a Polícia Civil, o também morador de rua Paulo Roberto de Oliveira Ribeiro, o "Dupira", de 19 anos, foi encontrado com uma bolsa cheia de espuma inflamável e fósforos.

A polícia informou que testemunhas declararam ter visto o suspeito ameaçar o grupo de moradores de rua diversas vezes. Nesta madrugada, após uma briga, ele teria ateado fogo no abrigo.

O local era habitado por cerca de oito pessoas, mas apenas duas não conseguiram fugir: Flávia de Souza Oliveira, de 16 anos, que morreu na hora, e Wellington Alves, 16, que foi socorrido a tempo e encaminhado para o Hospital Souza Aguiar.

Segundo os médicos, ele teve grande parte do corpo tomada por queimaduras profundas e está em estado grave.

De acordo com o portal de notícias G1, o marido da jovem morta confirmou que ela estava grávida de um mês. A polícia, no entanto, não pode assegurar a informação devido à carbonização do corpo da vítima.

Outros casos

Na última quinta-feira (8) foram divulgadas pela Polícia Civil imagens de um morador de rua sendo espancado por três jovens não identificados na calçada da rua Debret (centro), em frente à lateral do prédio da Procuradoria no Rio.

As imagens, do circuito de câmeras do Ministério Público Federal, mostram os garotos agredindo o morador com um pedaço de pau. A vítima dormia na hora e não pôde se defender.

Já em Vitória (ES), três moradores de rua foram mortos a tiros. Segundo a Polícia Civil, eles foram atacados enquanto dormiam sob a marquise de um prédio comercial no bairro Horto.

Para a prefeitura da capital capixaba e para a Polícia Civil, os crimes podem ter sido um ato de 'limpeza social' praticado por pessoas insatisfeitas com a presença das vítimas.

Foram mortos os mendigos Ercílio Novaes, 64, e João Alves Filho, 48, ex-técnico de enfermagem, e um catador de recicláveis identificado apenas como Adilson. Alves Filho chegou a acordar durante o ataque, mas foi atingido por quatro tiros e morreu no local. Ao todo, seis moradores de rua dormiam no local no momento do crime --um casal e outro homem conseguiram fugir. Ao menos uma testemunha teria presenciado o crime.

Com colaboração para a Folha Online

 

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