Doadores de sangue mentem na triagem, aponta pesquisa
da Folha Online
Uma pesquisa realizada com doadores de sangue apontou que metade daqueles diagnosticados com HIV mentiu na triagem anterior à coleta, prosseguindo com a doação. A estudo foi feito por César de Almeida Neto, defendido como tese na Faculdade de Medicina da USP. As informações são da Agência USP.
Segundo o levantamento, 48,9% dos doadores infectados não teriam realizado a coleta se não tivessem omitido informações na entrevista. A pesquisa usou dados entre 1999 e 2003.
O pesquisador Almeida Neto é chefe do Departamento de Notificações e Orientação de Doadores com Sorologias Alteradas da Fundação Pró-Sangue.
Segundo ele, a triagem pode diminuir os riscos de transmissão, não só do HIV, como também de outros agentes de doenças.
O pesquisador também defendeu que há relação entre o HIV e as drogas injetáveis, mesmo essa forma de contaminação não tenha tido destaque nas entrevistas.
Para o pesquisador, é preciso atualizar a triagem porque o perfil dos portadores do vírus mudou desde a década de 1980.
Os testes aplicados em doadores no Brasil podem identificar o HIV. Almeida Neto afirma que o exame é confiável, mas alerta que a doação não seja utilizada como teste pelas pessoas que suspeitam que possa estar infectadas.
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