Manifestação de motoristas e cobradores de ônibus de SP fecha viaduto do Chá
da Folha Online
Cerca de 750 motoristas e cobradores de ônibus do transporte municipal público de São Paulo estão reunidos na tarde desta terça-feira em frente à sede da prefeitura, no viaduto do Chá, centro da cidade. De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), as duas pistas do viaduto estão ocupadas, mas o trânsito na região ainda era considerado normal por volta das 16h. O número de manifestantes foi informado pela Polícia Militar.
O protesto faz parte das mobilizações pela campanha salarial da categoria e, para hoje, não está prevista nenhuma paralisação da circulação dos ônibus na cidade, segundo o Sindmotoristas (sindicato da categoria). Uma comissão de trabalhadores deve ser recebida pela administração municipal, afirma o sindicato.
De acordo com o Sindmotoristas, 30 ônibus particulares transportaram os motoristas e cobradores até o local. A inspetoria da GCM (Guarda Civil Metropolitana) na sede da prefeitura está de prontidão e recebeu reforço. Ainda não há registro de tumultos, segundo a PM.
Negociação
Uma audiência de conciliação entre os motoristas e cobradores e o SPUrbanuss --sindicato que representa as empresas de ônibus, teve início às 14h30 no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 2ª Região, em São Paulo.
A desembargadora Wilma Nogueira de Araújo Vaz da Silva, que presidiu a audiência, ofereceu a última e definitiva proposta de conciliação: 7% de reajuste retroativo a 1º de maio de 2008 e PLR (Participação nos Lucros e Resultados) em 1º de setembro de 2008, sendo R$ 400 para motoristas e R$ 250 para cobradores.
Os trabalhadores reivindicam, o que consideram perdas salariais, um reajuste de 5,54% mais 5% de aumento real. A categoria também pede, segundo o Sindmotoristas, plano de saúde com qualidade, pagamento de participação nos lucros e resultados das empresas, fim da jornada flexível e folga dupla para aqueles que atuam no setor de manutenção dos veículos. O sindicato patronal oferece 4,69% de aumento, o que a categoria não aceita.
O Sindmotoristas ainda não informou a posição da entidade sobre a proposta do TRT, assim como o SPUrbanuss. Ambos têm 48 horas para se manifestar sobre o plano apresentado pela desembargadora.
Na quinta-feira (15), o sindicato apresentará oficialmente a proposta para a categoria em uma assembléia marcada para as 15h.
Alerta
Na sexta-feira (9), a categoria decidiu decretar estado de greve -- espécie de alerta para uma possível paralisação-- após uma reunião que terminou sem um acordo com as empresas.
Na última quarta-feira (7), uma manifestação paralisou cerca de 8.000 ônibus, dos cerca de 15.000 em circulação na cidade por cerca de três horas --entre as 11h e 14h.
Uma liminar do TRT, expedida na no dia seguinte ao protesto impede que os motoristas e cobradores de ônibus cruzem os braços novamente.
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