Cotidiano
14/05/2008 - 10h28

Em CDP, pai de Isabella deve ficar dez dias sem receber visitas

da Folha Online

Transferido na tarde de terça-feira (13) para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Guarulhos, na Grande São Paulo, Alexandre Nardoni --pai da menina Isabella, 5, deve ficar dez dias isolado, no chamado regime de observação.

Segundo a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), ele poderá receber visitas apenas de advogados. Depois, Nardoni deve ir para uma cela com presos de nível universitário.

O pai de Isabella foi hostilizado pelos outros presos no período em que ficou na carceragem do 13º Distrito Policial (Casa Verde, zona norte). A madrasta, Anna Carolina Jatobá, permanece isolada na penitenciária de Tremembé (147 km de São Paulo).
Ambos são acusados pela morte da menina e tiveram a prisão preventiva decretada no último dia 7.

Ontem, o delegado Aldo Galiano Júnior, diretor do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), disse que um dia após o crime a polícia já desconfiava da culpa do casal e pensou em prendê-los em flagrante. Galiano comparou a polícia às forças policiais britânica, portuguesa e à Interpol, que investigaram o desaparecimento da menina Madeleine McCann, no ano passado, em Portugal.

Habeas corpus

O desembargador Caio Canguçu de Almeida, do Tribunal de Justiça de São Paulo, negou ontem o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa e decidiu que o casal deve permanecer preso. A defesa de Alexandre e de Anna Carolina informou que deve recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Em sua decisão, em caráter liminar, o desembargador afirma que a tese da acusação de homicídio e alteração na cena do crime é "efetivamente possível". Ele avalia haver indícios "inequívocos" de autoria e prova de materialidade. Leia a íntegra da decisão

Para o promotor Francisco Cembranelli, Isabella, 5, foi asfixiada pela madrasta e jogada do apartamento do casal --no sexto andar do edifício London (zona norte de São Paulo)-- pelo pai. O crime ocorreu em 29 de março.

Alexandre e Anna Carolina negam e atribuem o crime a uma terceira pessoa --criminoso ou desafeto--, que teria invadido o apartamento.

Com Folha de S.Paulo

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