Cotidiano
15/05/2008 - 13h37

PF prende grupo suspeito de adulterar leite em pó integral

da Folha Online

Policiais federais e integrantes do Ministério da Agricultura realizaram nesta quinta-feira a chamada Operação Lactose para desarticular uma suposta quadrilha responsável por adulterar leite em pó integral, falsificar notas fiscais, sonegar impostos e corromper funcionários públicos, entre outros crimes. Informações preliminares apontam que sete pessoas foram presas.

De acordo com investigações, o grupo misturava soro de leite e outros ingredientes de origem láctea ao leite em pó integral --o que diminuía a qualidade nutricional do produto. "Com isso, as empresas aumentavam os lucros enganando os consumidores que adquiriam um produto de qualidade inferior a do leite integral pagando pelo preço deste", informou o ministério em nota.

As adulterações foram detectadas por meio de análises das amostras, coletadas pela PF (Polícia Federal). Ainda de acordo com o Ministério da Agricultura, a fraude não oferece risco à saúde.

Operação

Para a operação, a Justiça Federal expediu sete mandados de prisão preventiva, um de prisão temporária e 14 de busca e apreensão, que foram cumpridos nos Estados da Paraíba, Pernambuco, Bahia, Ceará e Santa Catarina.

As investigações duraram aproximadamente um ano. Em nota, a PF informou que, para o esquema, alguns funcionários do laboratório oficial do Ministério da Agricultura em Pernambuco "eram corrompidos para trocar as amostras de leite adulterado colhidas pela fiscalização na empresa criminosa ou nos produtos desta, no mercado varejista, por material de boa qualidade".

Adulteração

Em outubro do ano passado, a Polícia Federal, a Procuradoria da República e o Ministério Público Estadual de Minas Gerais realizam a operação "Ouro Branco" nas cooperativas de laticínios Copervale e Casmil, acusadas de adulterar leite longa vida em Minas.

As cooperativas foram acusadas de "batizar" o leite com soro para aumentar seu volume ou de adicionar substâncias para que ele durasse mais tempo e para que a má conservação do alimento não fosse percebida. O método usava substâncias como água oxigenada e até soda cáustica, de acordo com a polícia.

 

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