Após falha, CPTM diz que fluxo de trens está normalizado em São Paulo
da Folha Online
O fluxo de trens em São Paulo voltou ao normal às 10h35 desta quarta-feira, de acordo com a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Trechos das linhas 11 e 12 estavam parados desde as 6h50 devido à quebra de uma composição. Conforme a empresa, durante todo o dia, o intervalo entre os trens será de 20 minutos, em média --normalmente, é de dez.
Os passageiros que passavam pela estação por volta das 11h, no entanto, recebiam outras informações. Os agentes da CPTM diziam que a circulação só seria retomada por volta das 11h30 e que o intervalo seria ainda maior --de 30 minutos.
| Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem |
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| Após falha em trem, passageiros andam pelos trilhos entre as estações Tatuapé e Carrão, na zona leste de São Paulo |
Os problemas começaram quando um trem da linha 11 (Luz-Guaianazes) quebrou entre as estações Tatuapé e Brás, e os passageiros foram orientados a descer e seguir a pé para a estação mais próxima. Como o trem bloqueou a linha, todas as composições que o seguiam também pararam. Impacientes, os passageiros desses trens também desembarcaram para seguir a pé. O grande número de pessoas na linha paralisou também a linha 12 do sistema.
Não há confirmação de quantos trens foram obrigados a parar. Também não foi confirmado o número de pessoas prejudicadas pela paralisação, mas cada trem tem capacidade para 1.800 ocupantes cada um.
Transtornos
Para tentar amenizar o impacto da paralisação no sistema de transporte público municipal, a CPTM e o Metrô abriram a integração entre as estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera, da linha 3-vermelha do metrô.
O técnico Felipe Rodrigues, 27, porém, diz que chegou a receber dos agentes da CPTM um bilhete para acessar o metrô, mas que ele acabou recusado pelas catracas. Ele afirma que teve de argumentar com os agentes sobre a falha para conseguir seguir viagem.
O mecânico Marcos Félix, 18, também foi prejudicado pelos problemas. Ele conta que estava a bordo do trem quebrado e que preferiu permanecer na composição enquanto outros iam a pé ou pulavam o muro ao lado para chegar ao metrô. Cerca de 40 minutos depois, agentes o orientaram a seguir a pé para deixar o sistema e ir de metrô.
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