Publicidade

Cotidiano
23/05/2008 - 14h08

STJ nega habeas corpus a suposto chefe de disque-drogas na zona sul do Rio

Publicidade

LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou habeas corpus ao advogado Flávio Carino Guimarães, apontado pela polícia do Rio como o chefe de um esquema de disque-drogas na zona sul da cidade. Guimarães está preso desde o último dia 13, quando foi encontrado em Ipanema. Ele permanece nesta sexta-feira no Polinter.

O advogado nega participar do esquema e afirma que é vítima de uma retaliação por ter conseguido prender policiais que, segundo ele, espancaram um de seus clientes em uma prisão do Rio.

Guimarães foi denunciado pelo Ministério Público como o chefe da quadrilha que foi desarticulada no dia 31 de janeiro deste ano, na operação Lâmina 2, da Polícia Civil do Rio. Na ocasião, todos os supostos componentes do grupo, entre empresários e taxistas, foram presos, mas Guimarães consegui fugir.

Na decisão, o ministro do STJ Hamilton Carvalhido, que julgou o caso, justificou que não houve ilegalidade na prisão de Guimarães, conforme alega a defesa do acusado.

Segundo as investigações feitas ao longo do ano passado pela DCOD (Delegacia de Combate às Drogas), o grupo utilizava um rede de distribuição que inclui taxistas. Eles atuavam como "aviõezinhos" e entregavam a cocaína em bairros da zona sul do Rio, principalmente Laranjeiras e Botafogo.

Para descobrir o esquema, policiais disfarçados de passageiros instalaram aparelhos de GPS (sistema de posicionamento global) dentro de dois táxis que faziam a entrega da cocaína. Eles conseguiram monitorar o itinerário que o grupo fazia para distribuir a droga.

Comentários dos leitores
As notícias do Brasil estão sendo de apavorar. O crime cresce incessantemente e, com certeza, 2008 vai superar 2007 em número. A corrupção está sendo escancarada e os assassínios crescem numa quantidade que seria inimaginável a cinco anos atrás. Se não for feito nada haverá logo uma convulsão social de tal tamanho que deixará para trás qualquer país africano. Algo precisa ser feito e, o pior, que as autoridades parecem não perceber (ou percebem e se sentem impotentes diante do fato), é que não se pode mais ficar apenas em medidas policiais e judiciais. Tem de ser atacada a estrutura da sociedade, em todos os campos em que a população mais pobre é prejudicada. É um trabalho imenso que desafia a capacidade dos governos. Vamos acabar com a política rasteira de só defender interesses próprios e atacar a doença dsa sociedade antes que ela se torne terminal. 4 opiniões
avalie fechar
Luiz de Carvalho Ramos (37) 22/06/2008 19h04
Luiz de Carvalho Ramos (37) 22/06/2008 19h04
SALVADOR / BA
Tudo isso que está acontecendo em termos de "guerrilha urbana", é fruto da impunidade e do mal exemplo. Além do mais, ninguém quer distribuir renda. Então, como a fome e a indignidade nõ esperam, eles vão atrás. Ou a coisa muda ou será sempre assim; e a tendência é piorar, inclusive com o incremento de seqüestros. 7 opiniões
avalie fechar
Carlos Lobitsky (1659) 20/06/2008 22h35
Carlos Lobitsky (1659) 20/06/2008 22h35
O unico jeito de acabar com quadrilhas, trafico de drogas, roubos, crimes é um só POLICIA FEDERAL DO GOVERNO LULA.
Onde entra Detona, acaba com a palhaçada, ai aparece os bandidos de sempre e sempre tem gente com e sem farda do outro lado, tem politico pequeno e grande, não é só bandidinho não.
É uma pena que nossa PF tenha pouco mais de 10mil homens, no tempo do FHC, tinha 2mil, O CORRETO SERIA 150MIL, e atacar tudo de uma só vez,
Ai o povo iria sair as ruas e aplaudir LULA por anos, pois acabava a sem vergonhice, onde pequenos furtos da cadeia e grandes incentivam.
E leis, precisamos de leis mas enquanto o estimado srs.Arthur Virgilho, e Agripino Maya ficarem:-"Pela ordem sr.presidente, pela ordem OBSTRUÇÃO, OBSTRUÇÃO O PSDB É PELA OBSTRUÇÃO".
Não teremos lei alguma para manter preso quem a PF PRENDE A NÃO SER EM FLAGRANTE DELITO.
Mas nas proximas majoritarias estes cavalheiros, vão para onde ninguem quer ir.
275 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (61)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca