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Cotidiano
28/05/2008 - 18h38

Após ouvir madrasta, juiz inicia interrogatório do pai de Isabella

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da Folha Online

Começou às 17h55, no Fórum de Santana, zona norte de São Paulo, o depoimento de Alexandre Nardoni, acusado de jogar sua filha Isabella pela janela de seu apartamento, também na zona norte. Sua mulher, Anna Carolina Jatobá, a outra suspeita do crime, depôs antes por cerca de quatro horas.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o juiz Maurício Fossen, que conduz o interrogatório, não permitiu que a madrasta acompanhasse o depoimento de Alexandre.

Anna Carolina chorou e ficou com a voz embargada nos momentos em que falava sobre Isabella. Somente quando respondeu sobre o relacionamento com o pai da menina ela parava de chorar.

Na última parte do depoimento, Anna Carolina foi questionada pela Promotoria sobre seu relacionamento com Alexandre. Questionada sobre o motivo pelo qual o pai de Isabella não falou sobre as brigas do casal à investigação, Anna Carolina disse que podia ser "por vergonha".

A acusação também perguntou à madrasta sobre a fidelidade do marido, se ele já havia cometido alguma traição. "Só ele [Alexandre] pode responder. É a dúvida que fica em mim", afirmou Anna Carolina durante o interrogatório.

Ciúmes

Questionada, Jatobá admitiu que tinha muitos ciúmes de Ana Carolina Oliveira, mãe da Isabella e ex-namorada de Alexandre, mas não por causa da garota, e sim por que ambas têm o mesmo nome e são parecidas, na opinião dela.

"Sempre perguntava para o Alexandre: 'Você ainda gosta dela?' Ele respondia que não", disse Jatobá. Os ciúmes só diminuíram, segundo a madrasta, quando nasceu Pietro, primeiro filho dela e de Alexandre.

Gênio

"Meio geniosa" e "de personalidade forte". Foi assim que Jatobá se definiu diante do juiz. Ela relatou que seu pai a havia aconselhado a procurar um médico porque parecia muito estressada.

Jatobá disse que acatou a sugestão, e um médico receitou a ela o antidepressivo e ansiolítico Lexapro. O tratamento não foi adiante porque o remédio era muito caro. A madrasta afirmou que comprou uma versão mais barata do remédio, mas mesmo assim só o tomou duas vezes "porque dava muito sono".

 

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