Cotidiano
28/05/2008 - 19h02

Mortes por dengue chegam a 123 no Estado do Rio neste ano

da Folha Online

O Estado do Rio confirmou nesta quarta-feira 123 mortes por dengue desde janeiro deste ano. Outros 116 casos estão sob investigação. Somente na cidade do Rio são 75 mortes, com 87.589 registros da doença até hoje. Em todo o Estado são 162.701 casos registrados de dengue.

Ontem (27), foram confirmados oito casos da doença na cidade do Rio. É a pior epidemia de dengue da história do Rio. Antes, o pior surto no Estado foi registrado em 2002, com 91 mortes.

Os municípios com maior número de casos são Angra dos Reis (10.591), Campos (7.171), Nova Iguaçu (10.865), Duque de Caxias (6.279), São João de Meriti (3.616), Niterói (4.367), Magé (2.930), Belford Roxo (3.054), São Gonçalo (1.821) e Rio de Janeiro (87.589).

A faixa etária com maior número de notificações --54%-- é a de 15 a 49 anos.

Das mores, 13 ocorreram em Duque de Caxias, uma em Miguel Pereira, cinco em Campos, cinco em São João de Meriti, três em Paracambi, três em Nova Iguaçu, três em São Gonçalo, oito em Angra dos Reis, uma em Belford Roxo, uma em Italva, uma em Itaguaí, uma em Mangaratiba, uma em Itaboraí e uma em Magé.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, 42% das mortes foram em crianças de até 15 anos. Outros 45% foram por dengue hemorrágica.

O órgão passará a divulgar o relatório quinzenalmente. O próximo será no dia 11.

Levantamento

O governo adiantou o levantamento para diagnosticar os principais pontos do Estado com potencial para surtos de dengue. Geralmente o estudo é feito em outubro, pelo Ministério da Saúde, no entanto, o Corpo de Bombeiros começará o levantamento em junho.

No total, 400 bombeiros e 175 agentes de saúde começaram a aprender a coletar, armazenar e identificar possíveis larvas do Aedes aegypti. Eles farão treinamento até o próximo dia 30 e, depois, irão para as ruas coletar dados para o levantamento. A ação, segundo a Secretaria da Saúde, já faz parte do programa de prevenção de uma nova epidemia de dengue em 2009.

Segundo o Lira (Levantamento do Índice Rápido de Infestação) 2008, ao menos 16 Estados brasileiros, além do Distrito Federal, têm alto risco de desenvolver uma epidemia de dengue. São eles: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio, Minas, Goiás, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Pará, Amapá, Amazonas e Roraima, além do Distrito Federal. O ministério informou que notificou os Estados.

Comentários dos leitores
Rogerio Rocha (302) 10/06/2008 14h24
Rogerio Rocha (302) 10/06/2008 14h24
SAO PAULO / SP
Como havia predito, ninguém mais vem a este fórum. Perdeu o interesse, mas a dengue continua.
Agora o estado onde ela está crescendo é a Bahia.
Continua tendo a certeza de que a expansão da dengue conta com uma contribuição significativa da população que não tem as mais básicas noções de higiene, saúde e civilidade. Porém o grande agente que poderia reverter este quadro também não faz a sua parte. E que agente é este? Simplesmente o poder executivo (municipal, estadual e federal - traduzindo para alguns: prefeito, governador e presidente da república) através dos seus gentes de saúde e de publicidade.
E agora, na Bahia, não adianta culpar PSDB, DEM ou qualquer outro partido que não seja o pt.
E mais uma vez quem perde é o cidadão que sustenta com os seus impostos esta turma que, independente de partido, não gosta de trabalhar.
sem opinião
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Frbezerra Bezerra (1) 29/05/2008 09h58
Frbezerra Bezerra (1) 29/05/2008 09h58
Há um pequeno programa que espanta mosquitos, antimosxp, é só procurar no Google, e instalar em todos os computadores do Rio de Janeiro, para afastar os bixinhos danados.
Este programa emite uma frequencia que afasta os voadores, e não pertuba o ouvido humano.
É o que pensei para ajudar os amigos cariocas.
3 opiniões
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José Rubem Tavares França (1) 28/05/2008 21h03
José Rubem Tavares França (1) 28/05/2008 21h03
RIO DE JANEIRO / RJ
É de se lamentar, que o sr presidente Lula, que antigamente era radicalmente contra a CPMF, agora ele quer por qualquer custo, colocar este deprimente imposto com outra cara.
Atenciosamente,
José Rubem.
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