Defesa avalia como positivos depoimentos de pai e madrasta
da Folha Online
O advogado Rogério Neres de Sousa afirmou na manha desta quinta-feira que os depoimentos de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella, 5, morta no dia 29 de março, foram positivos. O casal é réu no processo. Nardoni e Jatobá estão presos por determinação da Justiça acusados pela morte da garota.
"Os depoimentos foram ótimos. A estratégia da defesa foi positiva", afirmou Sousa. Nardoni e Jatobá foram interrogados na quarta (28) pelo juiz Maurício Fossen, no fórum de Santana, e mantiveram a tese de inocência.
Durante os depoimentos, o casal colocou sob suspeita as ações da polícia e a madrasta afirma que sofreu pressão para culpar o marido. Nardoni, por sua vez, afirmou que foi chamado de assassino ao ir até o 9º DP (Carandiru) momentos depois da morte da filha.
A atitude foi questionada pelo promotor Francisco Cembranelli, que estranhou o fato das informações não terem sido questionadas pelos advogados de defesa. De acordo com Sousa, os advogados questionaram sim a atitude dos agentes da Polícia Civil de São Paulo e as relataram nos pedidos de habeas corpus formulado tanto ao TJ (Tribunal de Justiça de São Paulo) quanto ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Ambos os pedidos foram indeferidos. "Existem pontos que relatamos nos habeas corpus que citam essas atitudes da Polícia Civil".
Sousa afirmou ainda que a defesa não abriu mão de questionar o que consideram atitudes incorretas por parte da Polícia Civil. Segundo ele, o questionamento à Corregedoria da Polícia Civil poderá ainda ser feito. No entanto, segundo ele, ainda dependerá de análise da defesa.
Depoimento
Sousa classificou como ótima a postura do casal durante o interrogatório. "Todas as perguntas foram respondidas e tudo que eles disseram desde o começo está mantido, não houve contradição", disse Sousa.
Segundo ele, algumas perguntas eram subjetivas. Entre elas a formulada à Jatobá, questionando se ela tinha ciúmes da mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, e quando perguntada a respeito do relacionamento do próprio casal.
Nesta quinta-feira, os advogados de defesa analisam os nomes que deverão integrar a lista dos testemunhos que servirão para a defesa do casal. Eles não descartam pedir à justiça a ampliação dos 16 nomes --oito para cada réu-- a que tem direito. Eles devem acompanhar a visita do perito George Sanguinetti, que será realizada nesta manhã no edifício London-- prédio que morava o casal e de onde a garota foi jogada há dois meses.
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