PF revista gabinete de deputado ex-chefe da Polícia Civil do Rio
da Folha Online
Equipes da PF (Polícia Federal) realizam no final da manhã desta quinta-feira uma busca no gabinete do deputado estadual Álvaro Lins (PMDB), na Alerj (Assembléia Legislativa do Rio). Segundo a assessoria do presidente da Casa, deputado Jorge Picciani, o superintendente da PF no Rio, Valdinho Jacinto Caetano, telefonou a ele para avisar sobre a operação.
Lins foi preso pela manhã suspeito de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, corrupção passiva e facilitação de contrabando. De acordo com a PF, Lins foi preso em flagrante --a despeito, portanto, de sua imunidade parlamentar, como prevê a lei.
| Macarena Lobos/Folha Imagem |
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| O deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil do Rio Álvaro Lins |
O deputado estadual comandou a Polícia Civil do Rio nos governos de Garotinho e da mulher dele, Rosinha e é investigado desde 2006 por suspeita de proteger contraventores Rogério Andrade e Fernando Iggnácio na guerra pelo controle de caça-níqueis.
O TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região, segundo a PF, além de expedir mandados que são cumpridos nesta quinta, na operação batizada de Segurança Pública S/A, também aceitou uma denúncia (acusação formal) contra o ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PMDB), por formação de quadrilha armada.
Durante o dia, deverão ser cumpridos sete mandados de prisão e 16 de busca e apreensão.
Por telefone, a reportagem tentou entrar em contato com os assessores de imprensa de Lins e de Garotinho, sem sucesso; e entrou em contato com o advogado de Lins, Sergio Mazzillo, mas foi informada pela secretária de que ele estava em reunião e não podia atender.
Investigações
Os trabalhos desta quinta, de acordo com a PF, são desdobramentos da operação Gladiador, realizada em 2006, que culminou no fechamento de 28 casas de bingo e apreensão de 4.800 máquinas caça-níqueis no Rio. Lins não podia ser investigado naquela ocasião porque já havia sido diplomado deputado --com imunidade parlamentar, portanto.
Na época da campanha para deputado, Lins enfrentou acusações de uso irregular de carros oficiais, armas e agentes do Estado para sua segurança. Houve suspeitas de que ele tivesse prometido contratar "excedentes" aprovados em concurso da Polícia Civil, em troca de votos.
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