Familiares de professor morto em hospital de SP pedem proteção
do Agora
Familiares do professor de capoeira Ludmar Aparecido de Andrade, 29 anos, morto a tiros e facadas na madrugada de anteontem na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Municipal de Cidade Tiradentes (zona leste de São Paulo), entraram no serviço de proteção da Polícia Civil, segundo apurou a reportagem. Ontem, a polícia procurava suspeitos do crime.
Segundo a polícia, membros da família estão com medo devido ao grau de violência do crime. A SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública) não confirmou a informação. Andrade havia sofrido uma tentativa de homicídio na madrugada do último sábado, quando foi encontrado ferido com seis tiros e as mãos e os pés amarrados dentro do porta-malas de seu Monza.
O capoeirista foi socorrido ao hospital de Cidade Tiradentes, onde havia sido operado e estava internado em estado grave desde sábado. Por volta das 3h de anteontem, porém, seis homens armados e encapuzados renderam funcionários do hospital e três deles entraram no prédio. Os bandidos seguiram para o leito em que Andrade se recuperava e o mataram com pelo menos oito tiros e vários golpes de faca, de acordo com a polícia. As câmeras de vigilância do hospital registraram parte da ação, que durou cerca de 15 minutos.
O motivo do assassinato ainda é desconhecido. Ontem, a polícia procurava suspeitos, mas até o fechamento desta edição, às 23h30, ninguém havia sido detido.
O Agora apurou que uma das hipóteses investigadas, conforme relato de familiares da vítima, é de que o assassinato teria sido motivado por vingança, pois o professor teria agredido e atirado no rosto de um aluno de 15 anos que teria assediado sua enteada de 11 anos.
Devido às características do crime, a polícia verifica também se o homicídio pode ter sido executado por membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), que tem forte atuação em Cidade Tiradentes, segundo informou a polícia. As impressões digitais deixadas na faca e na pistola 380 encontradas no local do crime ainda não foram identificadas.
Ao menos dez pessoas, entre familiares da vítima e funcionários do hospital, foram ouvidas pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), que investiga o caso.
Tumulto no velório
Houve confusão durante o velório de Andrade, ontem, em Piracicaba (160 km de São Paulo). A reportagem apurou que membros da família da vítima tentaram agredir a mulher do capoeirista porque acreditam que ela pode ser culpada pela morte.
Por telefone, uma cunhada de Andrade disse que não comentaria o assunto. Ele era casado havia cinco anos, tinha uma filha de cinco anos e três enteados. O corpo será enterrado hoje, às 10h, no Cemitério da Saudade, em Piracicaba.
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