Temporão critica chefe da OMS sobre Aids e defende nova CPMF
MAURÍCIO SIMIONATO
da Agência Folha, em Campinas
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse nesta terça-feira em Campinas (95 km de São Paulo) ser "precoce" o anúncio da OMS (Organização Mundial da Saúde) de que a epidemia global de Aids entre heterossexuais não existe mais.
"Acho que é muito precoce você generalizar para o mundo inteiro uma percepção que pode ser a percepção de um ou outro país", disse Temporão.
Hoje, a Folha noticiou declarações do epidemiologista Kevin de Cock, chefe do departamento de HIV/Aids da OMS, sobre o fim da epidemia entre heterossexuais.
Ao jornal britânico "Independent" ele falou ainda que as estratégias de prevenção promovidas pelas principais organizações de combate à doença podem ter sido mal focadas.
"Não é o que nós estamos vendo aqui no Brasil. Nós temos que avaliar, nós temos um monitoramento e ainda há no Brasil uma grande preocupação em relação à transmissão heterossexual, embora tenha havido uma redução muito grande nas populações de risco", disse Temporão.
O ministro da Saúde participou, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da inauguração do Complexo Hospitalar Ouro Verde, em Campinas.
Temporão também defendeu a aprovação da nova CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), batizada de CSS (Contribuição Social para Saúde).
"O CSS é uma medida importante porque ela define de uma vez por todas o que são gastos em saúde. Nossa estimativa é que todo ano os Estados deixam de colocar cerca de R$ 5 bilhões no sistema de saúde. E eles terão de colocar estes recursos", disse o ministro.
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