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Cotidiano
12/06/2008 - 20h08

Estação Pinacoteca não possui detector de metais; 4 obras foram roubadas

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CAROLINA FARIAS
da Folha Online

O prédio da Estação Pinacoteca, na Luz (região central de São Paulo), onde quatro obras de arte foram roubadas nesta quinta-feira, não possui detectores de metais --assim como todos os museus públicos paulistas, segundo o secretário de Estado da Cultura, João Sayad.

Os criminosos se aproveitaram da fragilidade da segurança do local --os vigilantes não usam armas-- e levaram duas obras de Pablo Picasso (1881-1973), um óleo sobre tela do brasileiro Di Cavalcanti (1897-1976) e um guache sobre cartão do lituano radicado no Brasil Lasar Segall (1891-1957). Nenhuma das obras possui seguro. A Polícia Civil divulgou o retrato-falado dos suspeitos.

Circuito de segurança flagra ação de assaltantes; veja imagens

Após o furto de obras do Masp (Museu de Arte de São Paulo), o Estado desenvolveu um programa de melhoria da segurança dos museus, com contratação de mais vigilantes e instalação de mais câmeras. No entanto, pouco foi feito desde o episódio, já que Sayad não disse quais foram os museus que receberam as melhorias.

Rubens Cavallari/Folha Imagem
Retratos falados de dois dos homens que roubaram obras de Picasso, Segall e Di Cavalcanti, na Estação Pinacoteca, em SP
Retratos falados de dois dos homens que roubaram obras de Picasso, Segall e Di Cavalcanti, na Estação Pinacoteca, em SP

Os três assaltantes levaram cerca de dez minutos na ação. Eles entraram no prédio após as 12h, renderam uma atendente, que ficou deitada no chão sob a mira de uma arma, desparafusaram as gravuras de Picasso --eles carregavam chaves de fenda-- e pegaram as demais telas, segundo a Polícia Civil. O trio teria fugido a pé.

"Eram assaltantes armados, e como nossos museus são muito movimentados, não temos detectores de metais. Entram escolas, entraram grupos grandes. Um roubo à mão armada é sempre mais difícil de evitar", afirmou Sayad.

Segundo o secretário, os detectores de metais estão sendo providenciados. Após o caso, a secretaria estuda a instalação dos equipamentos na Estação Pinacoteca.

A segurança do prédio é feita por 25 vigilantes desarmados. Os locais onde as obras são expostas não têm sistema de alarme para evitar que o público toque nas peças. É função dos vigilantes evitar que os freqüentadores do museu coloquem as mãos nas obras.

De acordo com Sayad, faltam poucos elementos para a conclusão do plano de melhoria da segurança dos museus, como a vigilância permanente nos monitores das câmeras. "Agora precisamos pensar o que se faz no caso de roubo à mão armada", disse o secretário.

Pelo tipo de roubo --os criminosos procuraram diretamente a sala onde as obras estavam expostas--, Sayad disse acreditar que possam ser pessoas que conhecem arte. Sayad disse que a hipótese de colocar seguranças armados na Estação Pinacoteca ou em qualquer outro estabelecimento é muito remota.

"Não sei se [a presença de] guardas armados é uma boa solução para um museu cheio de crianças para fazer face a um roubo. Acho que não é uma resposta simples", disse Sayad. Uma possibilidade do que pode ser feito para melhorar a segurança dos museus é a revista dos visitantes.

O museu estava praticamente vazio na hora do roubo. Em todas as áreas de prédio havia cerca de 20 visitantes e em uma sala de convenções afastada, no quinto andar, havia cem pessoas.

A sala que abriga as obras da Fundação José e Paulina Nemirovsky --a quem pertencem as obras roubadas-- será aberta somente na terça-feira (17). Policiais do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado) realizarão nova vistoria nela amanhã (13).

Comentários dos leitores
nelson graubart (1) 13/06/2008 13h55
nelson graubart (1) 13/06/2008 13h55
SAO PAULO / SP
ter sido visto um dia antes não ajuda em nada.
Quero vê-lo um dia depois.
Não entendo os sistemas de segurança de um museu tido como o melhor em segurança.
Ridículo
8 opiniões
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almir inacio da silva (25) 13/06/2008 10h23
almir inacio da silva (25) 13/06/2008 10h23
Meu caro profissional LUIS KAWAGUTI, gostaria de informar-lhe que pela leitura da vossa tão bonita reportagem, vemos algumas "anomalias" juridicas para enfatizar a notícia. Fomos informados por você mesmo que o crime se trata de um furto, e depois você diz que foi roubo e depois por fim, você me diz que um assaltante esteve no local dias atrás. Se foi furto, não foi roubo e se foi assalto não foi furto. Dá para olhar um pouquinho na modalidade culposa para não cometer "furinhos" como estes? 42 opiniões
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porfirio sperandio (351) 13/06/2008 08h51
porfirio sperandio (351) 13/06/2008 08h51
OCULOS E GORRO
Os Caras nao param de assistir Indiana Jones.
Spielberg deveria ser acionado na Justica de Haia por promover esses roubos milionarios. Ora no peru, ora no mexico e recentemente costa rica .
E ainda aplaudimos seus filmes: Ladroes de obra arte - antes vinham com chicote e chapeu, agora usam oculos e um gorro !
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