Estação Pinacoteca não possui detector de metais; 4 obras foram roubadas
CAROLINA FARIAS
da Folha Online
O prédio da Estação Pinacoteca, na Luz (região central de São Paulo), onde quatro obras de arte foram roubadas nesta quinta-feira, não possui detectores de metais --assim como todos os museus públicos paulistas, segundo o secretário de Estado da Cultura, João Sayad.
Os criminosos se aproveitaram da fragilidade da segurança do local --os vigilantes não usam armas-- e levaram duas obras de Pablo Picasso (1881-1973), um óleo sobre tela do brasileiro Di Cavalcanti (1897-1976) e um guache sobre cartão do lituano radicado no Brasil Lasar Segall (1891-1957). Nenhuma das obras possui seguro. A Polícia Civil divulgou o retrato-falado dos suspeitos.
Circuito de segurança flagra ação de assaltantes; veja imagens
Após o furto de obras do Masp (Museu de Arte de São Paulo), o Estado desenvolveu um programa de melhoria da segurança dos museus, com contratação de mais vigilantes e instalação de mais câmeras. No entanto, pouco foi feito desde o episódio, já que Sayad não disse quais foram os museus que receberam as melhorias.
| Rubens Cavallari/Folha Imagem |
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| Retratos falados de dois dos homens que roubaram obras de Picasso, Segall e Di Cavalcanti, na Estação Pinacoteca, em SP |
Os três assaltantes levaram cerca de dez minutos na ação. Eles entraram no prédio após as 12h, renderam uma atendente, que ficou deitada no chão sob a mira de uma arma, desparafusaram as gravuras de Picasso --eles carregavam chaves de fenda-- e pegaram as demais telas, segundo a Polícia Civil. O trio teria fugido a pé.
"Eram assaltantes armados, e como nossos museus são muito movimentados, não temos detectores de metais. Entram escolas, entraram grupos grandes. Um roubo à mão armada é sempre mais difícil de evitar", afirmou Sayad.
Segundo o secretário, os detectores de metais estão sendo providenciados. Após o caso, a secretaria estuda a instalação dos equipamentos na Estação Pinacoteca.
A segurança do prédio é feita por 25 vigilantes desarmados. Os locais onde as obras são expostas não têm sistema de alarme para evitar que o público toque nas peças. É função dos vigilantes evitar que os freqüentadores do museu coloquem as mãos nas obras.
De acordo com Sayad, faltam poucos elementos para a conclusão do plano de melhoria da segurança dos museus, como a vigilância permanente nos monitores das câmeras. "Agora precisamos pensar o que se faz no caso de roubo à mão armada", disse o secretário.
Pelo tipo de roubo --os criminosos procuraram diretamente a sala onde as obras estavam expostas--, Sayad disse acreditar que possam ser pessoas que conhecem arte. Sayad disse que a hipótese de colocar seguranças armados na Estação Pinacoteca ou em qualquer outro estabelecimento é muito remota.
"Não sei se [a presença de] guardas armados é uma boa solução para um museu cheio de crianças para fazer face a um roubo. Acho que não é uma resposta simples", disse Sayad. Uma possibilidade do que pode ser feito para melhorar a segurança dos museus é a revista dos visitantes.
O museu estava praticamente vazio na hora do roubo. Em todas as áreas de prédio havia cerca de 20 visitantes e em uma sala de convenções afastada, no quinto andar, havia cem pessoas.
A sala que abriga as obras da Fundação José e Paulina Nemirovsky --a quem pertencem as obras roubadas-- será aberta somente na terça-feira (17). Policiais do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado) realizarão nova vistoria nela amanhã (13).
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Quero vê-lo um dia depois.
Não entendo os sistemas de segurança de um museu tido como o melhor em segurança.
Ridículo
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Os Caras nao param de assistir Indiana Jones.
Spielberg deveria ser acionado na Justica de Haia por promover esses roubos milionarios. Ora no peru, ora no mexico e recentemente costa rica .
E ainda aplaudimos seus filmes: Ladroes de obra arte - antes vinham com chicote e chapeu, agora usam oculos e um gorro !
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