Protesto de ambulantes termina com três feridos no centro de São Paulo
AMARO GRASSI
Colaboração para a Folha Online
Uma manifestação dos ambulantes da rua 25 de março (centro de São Paulo) terminou com três pessoas feridas e duas detidas, na manhã desta sexta-feira. Os manifestantes protestavam contra uma suposta truculência por parte da Guarda Civil Metropolitana e reivindicavam a regularização da sua situação. Pode haver novas manifestações no começo da próxima semana.
Segundo o SindGuardas (Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos), dois dos feridos eram da GCM. Para o secretário do gabinete de segurança do município, Édson Ortega, eram um guarda e um policial militar. O outro era um dos integrantes do protesto. Ele teria sido atingido na cabeça por um policial militar após ter deitado no chão para não ser agredido.
O capitão da PM Amarildo Garcia, que coordenou a operação, afirmou não ter conhecimento do caso. Segundo Garcia, as duas pessoas detidas estavam praticando atos de vandalismo contra estabelecimentos comerciais da região. No total, 80 policiais militares foram mobilizados para a operação.
Integrantes do movimento, que não têm liderança, segundo um deles, carregavam cartazes em protesto à gestão Kassab. "Prefeito tem olhos somente para empresários", dizia um deles. Eles reclamam pelo fato de supostamente não serem ouvidos nas ações da GCM. "Queremos trabalhar ou São Paulo vai parar", gritavam em frente ao cordão da PM.
A manifestação, que ocupava cerca de metade de uma quadra, percorreu diversas ruas do centro da cidade, intercalando correrias e paradas para protestos frente à PM. A GCM apenas observava. No trajeto, comerciantes receosos fechavam seus estabelecimentos.
O presidente do SindGuardas, Clóvis Pereira, diz que o problema é entre a administração municipal e os ambulantes. "Estão demonizando o indivíduo guarda civil como se ele fosse responsável por toda a bagunça que está lá naquela área", afirma.
O secretário Ortega, responsável pela GCM, considera as críticas improcedentes. Ele garante haver diálogo mediante uma comissão permanente entre os ambulantes e a prefeitura, mas apenas "com os ambulantes que vendem produtos lícitos, não com quem vende pirataria, roubo de carga e contrabando".
Os protestos terminaram após diálogo entre alguns dos manifestantes e o comando da operação da PM. Segundo um dos ambulantes, foi prometido que alguma autoridade apareceria para conversar. Novas manifestações devem ocorrer se nada for feito, asseguram.
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