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Cotidiano
13/06/2008 - 21h57

Protestos em São Paulo atrapalham trânsito e deixam três feridos

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da Folha Online

Dois protestos na região central de São Paulo complicaram o trânsito e deixaram três pessoas feridas na noite desta sexta-feira. No primeiro caso, camelôs e a GCM (Guarda Civil Metropolitana) entraram em confronto na rua 25 de Março; no segundo, professores da rede percorreram a avenida Paulista e a rua da Consolação em manifestação contra o governador José Serra (PSDB).

Na manhã de hoje, os ambulantes protestavam contra uma suposta truculência por parte da Guarda Civil Metropolitana e reivindicavam a regularização da sua situação.

Integrantes do movimento, que não têm liderança, segundo um deles, carregavam cartazes em protesto à gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM). "Prefeito tem olhos somente para empresários", dizia um deles. Eles reclamam pelo fato de supostamente não serem ouvidos nas ações da GCM. "Queremos trabalhar ou São Paulo vai parar", gritavam em frente a um cordão da Polícia Militar.

A manifestação, que ocupava cerca de metade de uma quadra, percorreu diversas ruas do centro da cidade, intercalando correrias e paradas para protestos frente à PM. A GCM apenas observava. No trajeto, comerciantes receosos fechavam seus estabelecimentos. Três pessoas ficaram feridas.

Os protestos terminaram após diálogo entre alguns dos manifestantes e o comando da operação da PM. Segundo um dos ambulantes, foi prometido que alguma autoridade apareceria para conversar. Novas manifestações devem ocorrer se nada for feito, asseguram.

O SindGuardas (Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos) afirmou que não houve exageros e que dois dos feridos eram da GCM.

Professores

Horas depois, no fim da tarde, professores caminharam da rua da Consolação à avenida Paulista. O protesto foi organizado pela Apeoesp (sindicato dos professores estaduais), que estimou em 10 mil pessoas o número de participantes do ato --a Polícia Militar estima que 5.000 participaram.

O protesto provocou transtornos no trânsito no final da tarde de hoje. Os professores haviam se reunido por volta das 14h na praça da República, onde decidiram em assembléia entrar em greve a partir da segunda-feira (16).

Após a assembléia os manifestantes decidiram seguir em passeata até a avenida Paulista, com o objetivo de chamar atenção para a reivindicação da categoria: eles querem a revogação do decreto 53.037, publicado no "Diário Oficial" do Estado no último dia 28 de maio. Eles realizaram o protesto com frases como "Serra a culpa é sua, professor na rua".

Muitos motoristas foram prejudicados pelo congestionamento na Consolação. Uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegou a ficar presa no tráfego, com um paciente a bordo. O trânsito foi desviado a partir da rua Matias Aires para a avenida Angélica.

O decreto mencionado pelos professores trata do sistema de contração e substituição de professores, além de prever a realização de concursos regionais para professores. A nova medida também impõe a avaliação de desempenho da categoria.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Educação afirmou que lamenta sobre a decisão dos professores pela greve.

Com AMARO GRASSI, colaboração para a Folha Online

 

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