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Cotidiano
16/06/2008 - 23h26

Colômbia confisca US$ 100 milhões em bens de Abadía

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da Efe
da Folha Online

A Promotoria colombiana confiscou nesta segunda-feira mais de US$ 100 milhões em bens do traficante de drogas Juan Carlos Ramírez Abadía, detido em agosto do ano passado em São Paulo.

O colombiano foi preso em um condomínio de luxo na Grande São Paulo, onde, segundo o Ministério Público, lavava o dinheiro ganho com o tráfico, além de se esconder da Justiça americana. O colombiano responde nos EUA por tráfico de drogas e é acusado de 15 homicídios.

Abadía estava no Brasil havia cerca de três anos e já havia passado várias cidades. O DEA (Drug Enforcement Agency) oferecia US$ 5 milhões por pistas que levassem a sua captura.

O patrimônio confiscado na Colômbia inclui 452 objetos, duas joalherias e alguns veículos, informou a Procuradoria Geral, que indicou que as propriedades foram ocupadas durante uma operação simultânea em Bogotá, Medellín (noroeste) e Cali (sudoeste).

A entidade judicial explicou em comunicado que estes bens "estão no nome de Carlos Adolfo Parra Smith, um suposto laranja de Álvaro Barrera Marín, que, apontado como empregado de Abadia.

Parra Smith está detido e enfrenta um processo por lavagem de dinheiro, que assinalou que algumas das propriedades também aparecem em nome da esposa deste suposto laranja, Claudia Náder Cardona, e outros "integrantes desse núcleo familiar".

Os bens ocupados serão submetidos a um processo de confisco pleno pelo Estado, que, no país, é conhecido como "extinção do direito de domínio".

O traficante colombiano foi condenado pela Justiça no Brasil a 30 anos, 5 meses e 14 dias de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e uso e confecção de documentos falsos.

Comentários dos leitores
As notícias do Brasil estão sendo de apavorar. O crime cresce incessantemente e, com certeza, 2008 vai superar 2007 em número. A corrupção está sendo escancarada e os assassínios crescem numa quantidade que seria inimaginável a cinco anos atrás. Se não for feito nada haverá logo uma convulsão social de tal tamanho que deixará para trás qualquer país africano. Algo precisa ser feito e, o pior, que as autoridades parecem não perceber (ou percebem e se sentem impotentes diante do fato), é que não se pode mais ficar apenas em medidas policiais e judiciais. Tem de ser atacada a estrutura da sociedade, em todos os campos em que a população mais pobre é prejudicada. É um trabalho imenso que desafia a capacidade dos governos. Vamos acabar com a política rasteira de só defender interesses próprios e atacar a doença dsa sociedade antes que ela se torne terminal. 4 opiniões
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Luiz de Carvalho Ramos (37) 22/06/2008 19h04
Luiz de Carvalho Ramos (37) 22/06/2008 19h04
SALVADOR / BA
Tudo isso que está acontecendo em termos de "guerrilha urbana", é fruto da impunidade e do mal exemplo. Além do mais, ninguém quer distribuir renda. Então, como a fome e a indignidade nõ esperam, eles vão atrás. Ou a coisa muda ou será sempre assim; e a tendência é piorar, inclusive com o incremento de seqüestros. 7 opiniões
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Carlos Lobitsky (1659) 20/06/2008 22h35
Carlos Lobitsky (1659) 20/06/2008 22h35
O unico jeito de acabar com quadrilhas, trafico de drogas, roubos, crimes é um só POLICIA FEDERAL DO GOVERNO LULA.
Onde entra Detona, acaba com a palhaçada, ai aparece os bandidos de sempre e sempre tem gente com e sem farda do outro lado, tem politico pequeno e grande, não é só bandidinho não.
É uma pena que nossa PF tenha pouco mais de 10mil homens, no tempo do FHC, tinha 2mil, O CORRETO SERIA 150MIL, e atacar tudo de uma só vez,
Ai o povo iria sair as ruas e aplaudir LULA por anos, pois acabava a sem vergonhice, onde pequenos furtos da cadeia e grandes incentivam.
E leis, precisamos de leis mas enquanto o estimado srs.Arthur Virgilho, e Agripino Maya ficarem:-"Pela ordem sr.presidente, pela ordem OBSTRUÇÃO, OBSTRUÇÃO O PSDB É PELA OBSTRUÇÃO".
Não teremos lei alguma para manter preso quem a PF PRENDE A NÃO SER EM FLAGRANTE DELITO.
Mas nas proximas majoritarias estes cavalheiros, vão para onde ninguem quer ir.
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