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Cotidiano
17/06/2008 - 11h05

Polícia volta a ouvir hoje militares envolvidos em mortes no Rio

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da Folha Online

A Polícia Civil do Rio deve ouvir nesta terça-feira os militares envolvidos na morte de três jovens no morro da Providência (região central do Rio) no sábado. David Wilson Florêncio da Silva, 24, Wellington Gonzaga Costa, 19, e Marcos Paulo da Silva, 17, foram entregues a traficantes de uma favela rival e mortos. Os corpos foram encontrados no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (Grande Rio).

Ricardo Dominguez, delegado da 4ª DP que investiga o caso, deve ir até o quartel onde os 11 militares estão presos. Ontem, no CML (Comando Militar do Leste), afirmaram, em depoimento no Comando Militar do Leste, ter levado os rapazes à facção do morro da Mineira.

Segundo a apuração da Polícia Civil, os rapazes foram detidos pelos homens e levados ao superior do tenente, que mandou que eles fossem liberados. O tenente teria desobedecido o superior e entregado os três aos traficantes rivais. A polícia ainda procura dois jovens que teriam conseguido escapar dos militares.

O delegado disse ontem que o tenente (identificado como Vinicius) não gostou da decisão de seu superior de liberar os jovens, que foram levados à presença dele por suposto desacato aos militares. "O oficial superior não quis registrar a queixa e punir os jovens, mas o tenente não acatou e decidiu, por conta própria, cometer o crime e deixar os jovens na mão dos traficantes no morro da Mineira", afirmou Dominguez.

O morro da Mineira é dominado pela ADA (Amigos dos Amigos), rival do CV (Comando Vermelho), que controla o tráfico do morro da Mineira.

Punição

Nelson Jobim, ministro da Defesa, disse ontem que os militares podem ser acusados de homicídio caso seja confirmada a hipótese de que a causa da morte dos jovens tenha como origem sua entrega a uma facção rival. "Corre-se aí uma indagação: se a causa final da morte dos rapazes teve origem na entrega, pode-se falar inclusive em eventual co-autoria."

"Veja o resultado de uma ação inconseqüente, inadmissível e que deverá ser repreendida de forma exemplar", disse.

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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