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Cotidiano
17/06/2008 - 12h18

Moradores paralisam obras no morro da Providência, no Rio

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LUISA BELCHIOR
colaboração para a Folha Online

As obras do projeto Cimento Social, que o Ministério das Cidades promove no morro da Providência, centro do Rio, amanheceram paralisadas nesta terça-feira. Ontem, moradores do local que trabalham nas obras disseram que iriam parar em protesto à permanência do Exército na favela e a morte de três moradores entregues a traficantes do morro da Mineira no sábado (14).

O Exército, porém, permanece no morro nesta terça-feira, com cerca de 200 homens armados, tanques e caminhões. Dentro da favela, o clima ainda é tenso. Poucas pessoas circulam pelas ruas e becos, e as crianças estão sendo mantidas dentro de casa. As escolas e o comércio, contudo, funcionam normalmente.

Durante a noite, segundo moradores da favela, soldados do Exército contaram letras de funk e beberam, comemorando a permanência. Nenhum morador quis se identificar.

O Cimento Social promove reformas nas casas dos moradores e deve terminar em dezembro desse ano. Os militares foram deslocados ao morro justamente para cuidar da segurança durante o programa.

Encontro

Nesta manhã, líderes comunitários da Providência, as mães dos três jovens mortos e representantes de entidades de Direitos Humanos se reúnem com o general Mauro Cesar Cid, comandante da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército para discutir a permanência dos militares na favela.

A reunião acontece no quartel do Exército que fica ao lado do morro da Providência e para onde os três jovens mortos foram levados no sábado por militares antes de serem entregues, no morro da Mineira, a traficantes da facção ADA (Amigos dos Amigos). O grupo é rival do CV (Comando Vermelho), que controla a Providência.

Na reunião, os moradores pedem a retirada das tropas. Ontem, no entanto, em nota, o CML (Comando Militar do Leste) afirmou que seus homens permenecerão na Providência até pelo menos dezembro desse ano.

Crime

David Wilson Florêncio da Silva, 24, Wellington Gonzaga Costa, 19, e Marcos Paulo da Silva, 17, foram entregues pelos militares aos traficantes. No dia seguinte, seus corpos foram encontrados no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (Grande Rio).

O Exército deteve o grupo devido a um suposto desacato. Os três foram levados a um oficial, que determinou a liberação deles. Segundo a Polícia Civil, o tenente Vinícius Ghidetti de Moraes Andrade, não ficou satisfeito e resolveu entregá-los aos traficantes.

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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