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Cotidiano
17/06/2008 - 13h34

Exército deve reduzir número de homens e sair do morro da Providência

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LUISA BELCHIOR
colaboração para a Folha Online

O Exército vai reduzir o número de militares que fazem segurança das obras do Ministério das Cidades no morro da Providência e vai decidir, até quinta-feira (19), se desocupa ou permanece no morro. Em contrapartida, moradores que trabalham nas obras vão retomar, em caráter emergencial, os trabalhos que amanheceram parados hoje.

O acordo foi firmado em reunião esta manhã entre o general Mauro Cesar Cid, líderes comunitários e as mães dos três jovens que foram mortos depois de terem sido entregues por militares aos traficantes do morro da Mineira, segundo a presidente da associação de moradores local, Vera Melo, e com o advogado das vítimas, João Tancredo.

O tenente identificado como Vinícius Ghidetti Andrade de Moraes comandou a entrega dos jovens aos traficantes, de acordo com a Polícia Civil. Ele confessou o crime ontem em depoimento, de acordo com o delegado Ricardo Dominguez, da 4ª DP.

Pelo acordo, os operários das obras --a maioria moradores do morro-- retomarão nesta tarde as reformas de cerca de dez casas que estão com os telhados abertos. "Temos dez casas sem telhados e isso está prejudicando os moradores delas. Então decidimos retomar as obras só para consertá-la", disse Melo.

O general Cid, segundo Melo, afirmou que conversaria com o comandante do Exército em Brasília e pediu um prazo até esta quinta-feira para comunicar se as tropas permanecerão ou não na Providência. Caso os militares continuem a ocupação, os moradores pararão definitivamente, segundo a líder.

Os representantes do Exército, na reunião, pediram desculpas formais às mães do mortos, segundo os advogados da vítimas, João Tancredo.

Crime

David Wilson Florêncio da Silva, 24, Wellington Gonzaga Costa, 19, e Marcos Paulo da Silva, 17, foram entregues pelos militares aos traficantes. No dia seguinte, seus corpos foram encontrados no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (Grande Rio).

O Exército deteve o grupo devido a um suposto desacato. Os três foram levados a um oficial, que determinou a liberação deles. Segundo a Polícia Civil, o tenente Vinícius Ghidetti de Moraes Andrade, não ficou satisfeito e resolveu entregá-los aos traficantes do morro da Mineira pertencentes à ADA (Amigos dos Amigos), facção rival do CV (Comando Vermelho), que domina a Providência.

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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