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Cotidiano
17/06/2008 - 16h39

Jobim visita Providência para conhecer obras e ação do Exército no morro

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LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, está no morro da Providência, na região central do Rio, para conhecer de perto o projeto Cimento Social, que tem a execução sob a responsabilidade do Exército, e saber como é a ação dos militares na favela. As obras são realizadas em esquema de mutirão pelos moradores da favela e são monitoradas pelo Exército, responsável também pela segurança do projeto.

Jobim, assim como o comandante do Exército, Enzo Peri, estão no Rio para acompanhar de perto as investigações sobre a ação dos 11 militares acusados de entregar os três jovens do morro da Providência aos traficantes do morro da Mineira.

A favela da Mineira é controlada pela facção criminosa ADA (Amigos dos Amigos), rival do CV (Comando Vermelho), que controla o morro da Providência. Os três rapazes entregues aos traficantes foram mortos e seus corpos jogados em um aterro sanitário.

Na manhã desta terça, Peri e o chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Leste, general Mário Matheus de Paula Madureira, se reuniram com as famílias dos jovens mortos e pediram desculpas às mães dos rapazes.

As obras do projeto estão paralisadas desde a segunda-feira (16) em protesto contra a presença do Exército no morro. Os moradores acusam os militares de agir com truculência e de impor o toque de recolher na favela.

Hoje, um acordo foi firmado durante uma reunião entre o general Mauro Cesar Cid, líderes comunitários e as mães dos três jovens. O general Cid firmou um compromisso de conversar com o comando do Exército em Brasília e pediu um prazo até esta quinta-feira (19) para comunicar se as tropas permanecerão ou não no morro da Providência. Caso os militares continuem a ocupação, os moradores pararão definitivamente as obras, segundo moradores.

O Ministério das Cidades repassou R$ 1,9 milhão ao Ministério da Defesa para a realização das obras, que consiste na elaboração do projeto básico; execução e fiscalização das obras; revitalização das fachadas e telhados; além da segurança das áreas das obras.

As obras começaram há seis meses e 50 das 682 casas que serão beneficiadas já estão prontas. O objetivo do projeto prevê a aplicação de argamassa e pintura externas para proteção das construções da estrutura das casas, que geralmente ficam expostas sujeitas à ação do tempo, que desgasta a alvenaria.

Crime

David Wilson Florêncio da Silva, 24, Wellington Gonzaga Costa, 19, e Marcos Paulo da Silva, 17, foram entregues pelos militares aos traficantes. No dia seguinte, seus corpos foram encontrados no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (Grande Rio).

O Exército deteve o grupo devido a um suposto desacato. Os três foram levados a um oficial, que determinou a liberação deles. Segundo a Polícia Civil, o tenente Vinícius Ghidetti de Moraes Andrade, não ficou satisfeito e resolveu entregá-los aos traficantes do morro da Mineira.

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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