Publicidade

Cotidiano
17/06/2008 - 17h38

Tarso Genro diz que militares não são aptos para atuar na segurança pública

Publicidade

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta terça-feira que os militares não são aptos para atuar na segurança pública.

Para o mininistro, a demonstração da inaptidão foi o episódio envolvendo 11 militares do Exército, suspeitos de participarem da morte de três jovens do morro da Providência, centro do Rio, no sábado (14). Os militares --entre eles um tenente-- estão presos deste ontem (16).

"Isso comprova uma visão, que é a visão do presidente Lula, de que as Forças Armadas não são aptas para tratar da segurança pública", afirmou Tarso. "No caso concreto, elas [Forças Armadas] não estavam fazendo o trabalho de segurança pública, mas dando proteção aos trabalhadores."

O ministro disse ainda que todas as providências para punir os responsáveis pelo crime serão tomadas pelas Forças Armadas. "A finalização [do que ocorreu] é altamente negativa e as Forças Armadas vão tomar todas as providências para punir os responsáveis", disse.

Tarso afirmou também que o Exército continuará atuando no Rio sempre que for necessário, em outras atividades. "Temos contingente, temos condições operacionais, basta pedir. [Temos] disposição operacional e excelente relação com as autoridades de segurança pública", afirmou o ministro.

Crime

David Wilson Florêncio da Silva, 24, Wellington Gonzaga Costa, 19, e Marcos Paulo da Silva, 17, foram entregues pelos militares aos traficantes do morro da Mineira, controlado pela facção criminosa ADA (Amigos dos Amigos), rival do CV (Comando Vermelho), que controla o morro da Providência.

Os corpos dos rapazes foram encontrados no dia seguinte, no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (Grande Rio).

O Exército deteve o grupo devido a um suposto desacato. Os três foram levados a um oficial, que determinou a liberação deles. Segundo a Polícia Civil, o tenente Vinícius Ghidetti de Moraes Andrade, não ficou satisfeito e resolveu entregá-los aos traficantes do morro da Mineira.

Investigação

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, assim como o comandante do Exército, Enzo Peri, estão no Rio para acompanhar de perto as investigações sobre a ação dos militares.

Hoje pela manhã, Peri e o chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Leste, general Mário Matheus de Paula Madureira, se reuniram com as famílias dos jovens mortos e pediram desculpas às mães dos rapazes.

O Exército ocupa o morro da Providência para acompanhar a execução do projeto Cimento Social, que é de sua responsabilidade. As obras são realizadas em esquema de mutirão pelos moradores da favela e são monitoradas pelo Exército, responsável também pela segurança do projeto.

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
avalie fechar
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
avalie fechar
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (432)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca