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Cotidiano
18/06/2008 - 07h38

Polícia evita perícia em favela do Rio onde jovens teriam morrido

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RAPHAEL GOMIDE
DENISE MENCHEN
da Folha de S.Paulo, no Rio

Três dias após o assassinato de três jovens do morro da Providência, atribuído a traficantes do vizinho morro da Mineira, não houve nem sequer perícia ou exame de local, procedimento técnico obrigatório para tentar identificar onde os rapazes teriam sido mortos.

Até o início da noite de ontem, nem a Polícia Militar nem a Civil haviam feito investida na favela para tentar prender traficantes da Mineira, que são apontados pela polícia como assassinos. Ninguém da favela foi preso ou formalmente apontado pelo crime.

A Secretaria da Segurança informou ontem que não havia nenhuma operação em curso ou prevista para a Mineira.

Por enquanto, a 4ª Delegacia de Polícia focou suas ações na investigação dos militares. A reportagem ligou ontem à tarde para o delegado titular, Ricardo Dominguez Pereira, mas seu celular estava com a caixa postal cheia.

A Secretaria da Segurança informou que eventual ação na favela ficará a cargo das delegacias especializadas. Um inspetor da 4ª DP confirmou ontem à Folha que não houvera ação na favela nem havia previsão.

Moradores relataram que de 10 a 30 criminosos --o número varia conforme o grupo de testemunhas-- receberam os jovens da Providência das mãos dos militares. Em seguida, os traficantes teriam comandado uma sessão de torturas, com paulada, socos e chutes.

Os três foram mortos a tiros, supostamente com a anuência do chefe do tráfico local, Rogério Rios Mosqueira, o Ropinol ou Macaé. Dois dos mortos tinham passagem pela polícia.

Na manhã de ontem, o clima na Mineira era de aparente tranqüilidade. Sem policiais em patrulhamento ostensivo, a manhã foi calma na rua Emília Guimarães, principal acesso à comunidade, por onde moradores dizem ter visto passar o caminhão do Exército com os três moradores da favela rival na manhã de sábado.

Nas proximidades do morro, a maioria dos camelôs e feirantes evitava comentar os episódios do fim de semana.

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Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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