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Cotidiano
18/06/2008 - 11h40

Câmara investiga documento que mandaria Exército agir como polícia na Providência

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LUISA BELCHIOR
colaboração para a Folha Online

Uma comissão externa será criada pela Câmara para apurar o caso dos três moradores do morro da Providência (região central do Rio), mortos após serem entregues por militares a traficantes rivais. Os deputados vão apurar denúncias dos moradores de que o Exército instrui, por meio de comunicado interno e confidencial, os militares que ocupam o morro a atuar com poder de polícia, com ações como o uso de armamentos, revistas e abordagem de moradores.

A determinação, segundo o presidente da Comissão de Segurança Pública, Raul Jungmann (PPS-PE), teria partido de uma circular do comando do Exército em Brasília para o CML (Comando Militar do Leste). "Se for comprovado, será punido quem mandou fazer isso [o documento]. Essa denúncia vai para dentro do relatório que a comissão externa vai fazer em 15 dias. Não quero julgar, mas o Exército não tem hoje o poder de polícia."

A aposentada Ísis Almeida, 64, avó de David Wilson Florêncio da Silva, um dos três jovens mortos, contou que militares faziam papel de policiais desde que entraram na favela, em dezembro do ano passado, abordando e revistando moradores. "Eles estão fazendo papel de polícia aqui na praça [Américo Brum, onde os jovens foram abordados]. E aqui não tem nenhum canteiro de obras para eles fazerem a segurança", disse.

Na manhã desta quarta-feira, Jungman foi ao morro da Providência onde se reuniu com familiares dos mortos na praça de onde eles foram levados pelos militares. Na reunião, os moradores pediram que o deputado consiga a saída imediata do Exército da favela. Hoje, cerca de 20 homem do Exército e dois carros da Polícia Militar circulam na praça.

Crime

Os jovens --David Wilson Florêncio da Silva, 24, Wellington Gonzaga Costa, 19, e Marcos Paulo da Silva, 17-- foram encontrados mortos no domingo (15) no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (município da Baixada Fluminense), após manifestação de moradores do morro da Providência, que chegaram a incendiar ônibus no sábado (14) em protesto pelo sumiço dos rapazes.

Segunda-feira (15), três dos 11 militares presos acusados de terem entregue os moradores à traficantes da Mineira confessaram o crime, segundo a polícia. Eles disseram que detiveram os jovens por desacato e os levaram ao quartel, onde um capitão os liberou.

Liderados pelo tenente Vinícius Ghidetti de Moraes Andrade, os militares desobedeceram a ordem e levaram os jovens para o morro da Mineira, controlado pela ADA (Amigos dos Amigos), facção rival do CV (Comando Vermelho), que domina a Providência.

Os militares ocuparam o morro para fazer a segurança de trabalhadores do projeto Cimento Social, que reforma as casas dos trabalhadores. Desde a morte dos moradores, as obras pararam.

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Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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