Cotidiano
18/06/2008 - 12h12

Para Lula, Estado deve reparação a famílias de jovens da Providência

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira que vai decidir "sem precipitação" sobre a possível retirada do Exército das favelas no Rio. Lula classificou a morte dos três jovens da comunidade do morro da Providência como "abominável" e responsabilizou o oficial que estava no comando na operação pelo assassinato dos rapazes, ocorrido no sábado (14).

"O que aconteceu foi uma coisa abominável, que não tem explicação e que não está na cabeça de uma pessoa normal", disse Lula após cerimônia em homenagem aos cem anos da Imigração Japonesa.

O presidente disse também que ira conversar ainda hoje com os ministro Nelson Jobim (defesa), Márcio Fortes (Cidades) e com o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) para definir as orientações sobre a participação do Exército nas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em favelas na capital fluminense.

"Se for necessário [o Exército] sai, mas isso nós vamos discutir com calma, para não tomar atitude precipitada. Não é por causa de um erro gravíssimo que nós vamos tomar uma atitude precipitada", disse Lula.

O presidente afirmou ainda que o Estado terá que tomar providências de reparação às famílias dos três jovens assassinados. "Não é possível que três jovens inocentes sejam vitimados por um ato insano de uma pessoa que estava lá para botar ordem. O que nós precisamos é trabalhar fazer e dar continuidade às obras", disse ele.

Segundo Lula, o erro que provocou o crime envolvendo militares e as mortes dos três jovens foi motivado por uma atitude pessoal, e não do comando do Exército. "Foi um erro de quem estava no comando, porque o próprio capitão tinha dado ordens para soltar as crianças."

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Comentários dos leitores
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. sem opinião
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richardson leao (18) 15/08/2008 06h56
richardson leao (18) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 1 opinião
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Dilson Aquino (16) 31/07/2008 18h26
Dilson Aquino (16) 31/07/2008 18h26
O nome-de-guerra do bandido é Rupinol, uma corruptela carioca da droga "Rohypnol", um sedativo hipnótico. sem opinião
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