Publicidade

Cotidiano
18/06/2008 - 13h22

Para ministro das Cidades, Exército deve permanecer em favelas do Rio

Publicidade

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro Márcio Fortes (Cidades) sinalizou nesta quarta-feira que o governo federal deverá manter o Exército nas favelas do Rio de Janeiro. Segundo ele, os militares são responsáveis pela garantia de continuidade das obras do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) --destinadas à construção de casas populares e instalação de infra-estrutura.

Fortes disse ter conversado com o ministro Nelson Jobim (Defesa) que afirmou que as obras nas favelas cariocas terão continuidade. Em relação ao envolvimento dos militares com a morte de três jovens do morro da Providência (região central do Rio), o ministro lamentou o episódio.

"Foi um fato isolado. A confiança da população [no Exército] continua plena", disse Fortes, que participou da cerimônia em homenagem ao centenário da imigração japonesa no Brasil, no Palácio do Planalto.

Em depoimento ao CML (Comando Militar do Leste), um tenente, um sargento e um soldado confirmaram que entregaram, no último sábado, três jovens à facção rival do morro da Mineira.

Poucas horas depois, os três rapazes foram encontrados mortos no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense). David Wilson Florêncio da Silva, 24, Wellington Gonzaga Costa, 19, e Marcos Paulo da Silva, 17, foram presos acusados de desacato e levados a um quartel.

Ontem, Jobim e o comandante do Exército, Enzo Peri, estiveram no Rio para acompanhar as investigações. Nesta quarta-feira, o presidente da República disse que conversaria com Jobim, Fortes e o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), para definir sobre a possível retirada dos militares do morro da Providência.

Leia mais

Livraria da Folha

Especial

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
avalie fechar
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
avalie fechar
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (432)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca