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Cotidiano
18/06/2008 - 21h04

Ministério Público pede prisão de quatro militares envolvidos em mortes no Rio

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Colaboração para a Folha Online, no Rio

O Ministério Público Militar pediu nesta quarta-feira à Justiça a prisão de 4 dos 11 militares detidos sob acusação de terem levado três jovens do morro da Providência (centro do Rio) para traficantes do morro da Mineira, onde os jovens foram mortos.

O pedido de prisão, segundo a Promotoria Militar, foi entregue no fim da tarde de hoje à Justiça Militar. Caso a Justiça aceite a ação, os quatro militares ficarão presos por mais 30 dias. Pela decisão atual, da Justiça comum, eles ficarão presos até o próximo dia 25.

Na ação, o órgão pede a prisão do tenente Vinícius Ghidetti --apontado pela polícia como o mandante da entrega dos jovens aos traficantes--, o sargento Leandro Bueno e os soldados José Ricardo Rodrigues Araújo e Fabiano Eloi dos Santos. Os quatro e outros sete militares já estão presos no Batalhão de Polícia Militar, na Tijuca (zona norte), desde segunda-feira (16), quando a Justiça comum determinou a prisão deles.

A decisão sobre o caso, segundo o MP militar, sairá até esta quinta (19). O órgão afirmou ainda que o pedido foi feito por haver fortes indícios do envolvimento dos quatro militares com o crime.

Exército

A Justiça Federal determinou nesta quarta a retirada do Exército do morro da Providência. O pedido foi feito pela Defensoria Pública da União.

Em sua decisão, a juíza Regina Coeli Medeiros, da 18ª Vara Federal, estipulou multa de R$ 10 mil diários no caso de descumprimento da determinação. A retirada das tropas deve ocorrer assim que o Exército for notificado, o que deve ocorrer na quinta-feira.

A juíza considera inconstitucional a presença do Exército no morro da Providência, afirma haver "inabilidade" e "despreparo" para a "garantia da lei e ordem no Estado do Rio de Janeiro" e pede o uso da Força Nacional de Segurança no lugar dos militares.

"Abominável"

O presidente Lula classificou hoje o episódio no morro da Providência como "abominável" e disse que o Estado tem de reparar as famílias dos rapazes. Ontem (17), o presidente determinou que uma comissão da Secretaria Especial de Direitos Humanos investigue o caso.

Na manhã de terça (17), o comandante do Exército, general Enzo Peri, e o chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Leste, general Mário Matheus de Paula Madureira, pediram desculpas às mães dos rapazes. No final da tarde, foi a vez do ministro Jobim se encontrar com as mães e apresentar seu pedido de desculpas.

A Câmara dos Deputados também pediu desculpas hoje aos moradores pela falta de legislação que regulamenta o uso das Forças Armadas em casos pontuais. A Casa instituiu uma comissão externa que vai apurar e acompanhar o caso no Rio.

Crime

David Wilson Florêncio da Silva, 24, Wellington Gonzaga Costa, 19, e Marcos Paulo da Silva, 17, haviam desaparecido no sábado (14), após serem abordados por militares em uma praça do morro da Providência e levados para um quartel do Exército. Os jovens foram encontrados mortos ontem no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (na Baixada Fluminense).

Segundo a polícia, os rapazes foram entregues por militares para traficantes do morro da Mineira, controlado pela facção criminosa ADA (Amigos dos Amigos), rival do CV (Comando Vermelho), que controla o morro da Providência.

As investigações da polícia apontaram que os jovens sofreram agressões e foram assassinados pelos traficantes antes de serem despejados no aterro.

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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