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Cotidiano
19/06/2008 - 09h25

Exército liga assessor do senador Marcelo Crivella a tráfico

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da Folha de S.Paulo, no Rio

Documento do serviço reservado do Exército afirma que um assessor do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) negociou com traficantes do morro da Providência uma espécie de política de não-agressão durante a ocupação da favela para o projeto Cimento Social, defendido pelo parlamentar.

23.abr.2007/Agência Senado
O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) nega qualquer acordo com traficantes
O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) nega qualquer acordo com traficantes

Segundo o relatório, os locais de obra foram escolhidos pela associação de moradores local, em comum acordo com os assessores de Crivella --"Eduardo de tal" e "Gilmar de tal". Essa informação reforça o componente político da obra, que teve parecer contrário do Comando Militar do Leste para o Ministério da Defesa.

A assessoria do senador Marcelo Crivella, pré-candidato à Prefeitura do Rio, nega a negociação e que haja assessores com esses nomes lotados em seu gabinetes. Crivella não quis dar entrevistas.

Por meio da assessoria de imprensa, a Presidência da República confirmou que o senador Crivella discutiu o projeto com o presidente Lula, que gostou da idéia, mas não respondeu sobre os trâmites da decisão de fazer a obra por meio do Ministério das Cidades e do Exército.

De acordo com o documento, revelado pelo jornal "Extra" em 6 de abril, o assessor descrito como "Eduardo de tal [por desconhecimento do sobrenome]" afirmou ter conversado com "a cúpula dos traficantes na comunidade" e garantido a segurança dos operários durante as obras, em encontro em outubro na Providência com três militares.

"Estes [traficantes] garantiram que não haveria qualquer tipo de retaliação, desde que não fossem incomodados. Segundo o assessor, os traficantes querem as obras, pois também são moradores da comunidade e se comprometeram, inclusive, a desmobilizar as "bocas-de-fumo" que estiverem próximas ao locais de execução [de obras]", descreve o documento.

A reunião, no dia 5 de novembro, foi monitorada todo o tempo, segundo o Exército, por "seis elementos pertencentes à facção criminosa Comando Vermelho, que domina o tráfico de drogas na comunidade".

De acordo com o documento, o representante da associação de moradores, conhecido como Nelson, "dirigiu-se aos elementos que mobiliavam [sic] a "Boca do Barão" para que fosse autorizado o deslocamento dos visitantes na rua Bento Teixeira, uma vez que o canteiro de obras passa no local da boca-de-fumo. A solicitação foi aceita pelos traficantes e estes não causaram problemas à comitiva, embora tenham permanecido todo o tempo no local".

As 80 casas da primeira etapa do "Cimento Social" ficam na localidade conhecida como "Laje", justamente onde fica a boca-de-fumo "Boca do Barão".

Durante toda a visita, ainda segundo o documento, a comitiva foi observada por um olheiro em uma guarita, usada como ponto de observação para as ruas de acesso ao morro.

O representante dos moradores pediu a um dos oficiais que o apresentasse ao responsável pela segurança da obra, com o objetivo de "inteirar-se do esquema de segurança e acertar detalhes de relacionamento com os traficantes locais" na execução das obras.

Com Folha de S.Paulo, em Brasília

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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