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Cotidiano
19/06/2008 - 14h20

Justiça estuda ampliação da Força Nacional de Segurança no Rio

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O Ministério da Justiça informou nesta quinta-feira que estuda ampliar o contingente de homens da Força Nacional de Segurança no Rio após o episódio envolvendo militares do Exército na morte de três jovens no morro da Providência (centro do Rio).

O Exército ainda permanece no morro da Providência e só deverá sair do local após ser notificado oficialmente pela Justiça para que desocupe o morro. No início da noite de quarta-feira (18) a juíza Regina Coeli Medeiros, da 18ª Vara Federal, determinou a saída da Força Armada do local e indicou o uso de efetivo da Força Nacional de Segurança.

Na segunda-feira (16), 11 militares foram presos sob suspeita de participação na morte de três rapazes do morro da Providência. Os militares confessaram, segundo a polícia, que entregaram os jovens a traficantes do morro da Mineira, controlado pela ADA (Amigos dos Amigos), facção rival do CV (Comando Vermelho), que domina a Providência. Os três foram mortos e seus corpos jogados em um aterro sanitário.

Reforço

O secretário-executivo do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), Ronaldo Teixeira, disse hoje que o governo deve definir na sexta-feira (20) se deslocará as tropas para o morro onde ocorreu o incidente com os militares, como sugerido pela Justiça do Rio, em substituição ao Exército.

"Foi para estes casos que a Força Nacional foi criada. Temos homens preparados, vai depender do pedido formal do governo do Estado", afirmou.

Segundo Teixeira, atualmente 500 homens da Força Nacional de Segurança estão no Rio de Janeiro para reforçar a segurança no Estado. Os policiais foram deslocados para a região durante os jogos Pan-Americanos, no ano passado, mas permaneceram no Rio.

O secretário disse que a Força Nacional tem, atualmente, cerca de 7.000 homens prontos para serem enviados para o reforço da segurança --se isso for solicitado formalmente pelo governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ). O Ministério da Justiça aguarda uma notificação da Justiça fluminense para avaliar o emprego da Força junto à Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Teixeira disse que qualquer decisão do governo sobre o envio da Força deverá cumprir o que for determinado pela Justiça do Rio. A decisão sobre o envio de homens da Força Nacional de Segurança deve ser tomada nesta sexta-feira pelo Comitê Gestor de Segurança, integrado por membros da Casa Civil do Rio de Janeiro, da Secretaria Nacional de Segurança Pública e da Secretaria de Segurança do Rio.

A idéia do governo, segundo Teixeira, é enviar os policiais para áreas "críticas" do Estado. "Dentro do programa nacional de segurança pública do governo, tínhamos a previsão de investir nas favelas da Maré, Rocinha e Complexo do Alemão, mas diante das novas circunstâncias, podemos expandir o trabalho para outras favelas", adiantou.

Crime

David Wilson Florêncio da Silva, 24, Wellington Gonzaga Costa, 19, e Marcos Paulo da Silva, 17, haviam desaparecido no sábado (14), após serem abordados por militares em uma praça do morro da Providência e levados para um quartel do Exército. Os jovens foram encontrados mortos ontem no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (na Baixada Fluminense).

As investigações da polícia apontaram que os jovens sofreram agressões e foram assassinados pelos traficantes antes de serem despejados no aterro.

Reportagem publicada na edição desta quinta-feira da Folha aponta que os jovens foram mortos com 46 tiros.

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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