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Cotidiano
19/06/2008 - 15h18

Governo recorre na Justiça contra retirada de Exército de morro no Rio

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da Folha Online

A AGU (Advocacia Geral da União) deverá ingressar ainda hoje no Tribunal Regional Federal da 2ª Região contra a decisão da juíza Regina Coeli Medeiros, da 18ª Vara Federal, que determinou a saída do Exército do morro da Providência (centro do Rio).

A decisão da juíza foi feita após a denúncia do envolvimento de 11 militares da Força Armada na morte de três jovens. Os militares foram presos na segunda-feira (16) e confessaram, segundo a polícia, que entregaram os jovens a traficantes do morro da Mineira, controlado pela ADA (Amigos dos Amigos), facção rival do CV (Comando Vermelho), que domina a Providência, no sábado (14). Os três foram mortos e seus corpos jogados em um aterro sanitário.

Segundo a assessoria de imprensa da AGU, a procuradoria regional da União no Rio está elaborando o documento e ele pode ser requerido ainda hoje. Trata-se de um agravo de instrumento que tentará reverter os efeitos da liminar expedida pela juíza da 18ª Vara Federal.

O Exército permanece no morro. Os militares informaram que só devem se retirar do local após serem notificados judicialmente.

A decisão de Medeiros indicava ainda que os militares fossem substituídos por agentes da Força Nacional de Segurança.

Hoje o Ministério da Justiça informou que estuda ampliar o contingente de homens, entretanto, não forneceu uma data exata para isso ocorrer.

Investigação

O inquérito formulado pelos agentes da 4ª DP do Rio (Central) deve apontar como responsáveis pela morte dos três jovens quatro dos 11 militares do Exército.

Paralelo ao encerramento da investigação sobre a participação dos homens da Força Armada, outro inquérito já foi iniciado. Ela tem como objetivo saber quais foram os traficantes responsáveis pela morte dos jovens no morro da Mineira.

O inquérito da Polícia Civil a respeito da participação dos militares tem cerca de cem páginas. Foram ouvidas 20 pessoas. Além dos 11 homens do Exército, outros militares e também moradores prestaram esclarecimentos a respeito do caso.

Crime

David Wilson Florêncio da Silva, 24, Wellington Gonzaga Costa, 19, e Marcos Paulo da Silva, 17, haviam desaparecido no sábado (14), após serem abordados por militares em uma praça do morro da Providência e levados para um quartel do Exército. Os jovens foram encontrados mortos ontem no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (na Baixada Fluminense).

As investigações da polícia apontaram que os jovens sofreram agressões e foram assassinados pelos traficantes antes de serem despejados no aterro.

Reportagem publicada na edição desta quinta-feira da Folha aponta que os jovens foram mortos com 46 tiros.

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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