Cotidiano
19/06/2008 - 18h38

Justiça Militar decreta prisão de quatro dos 11 envolvidos em mortes no Rio

da Folha Online

A Justiça Militar no Rio decretou nesta quinta-feira a prisão preventiva de quatro dos 11 militares suspeitos de participação na morte de três moradores do morro da Providência (centro). Os quatro e outros sete militares já estão presos em um batalhão na Tijuca (zona norte), desde segunda-feira (16), quando a Justiça comum determinou a prisão temporária deles, que sairiam no próximo dia 25.

O juiz Edmundo Oliveira, auditor da Justiça Militar no Rio, acatou o pedido do Ministério Público Militar, que requisitou a prisão do tenente Vinícius Ghidetti --apontado pela polícia como o mandante da entrega dos jovens aos traficantes--, o sargento Leandro Bueno e os soldados José Ricardo Rodrigues Araújo e Fabiano Eloi dos Santos.

Hoje, a Polícia Civil, juntamente com o Ministério Público Estadual, pediu a prisão preventiva dos 11 militares suspeitos. Eles foram indiciados por triplo homicídio com três agravantes --motivo torpe, meio cruel e dificultar a defesa das vítimas.

O delegado responsável pelo inquérito, Ricardo Domingues, titular da 4ª Delegacia de Polícia (Centro) e a promotora Marcia Velasquez se reuniram hoje com o juiz Sidnei Rosa da Silva, da 3º Vara Criminal do Rio, para entregar o inquérito com o pedido de prisão.

Domingues afirmou que decidiu pelo indiciamento de todos os suspeitos porque, em seu entendimento, todos sabiam do risco de entregar os jovens aos traficantes do morro da Mineira.

O 11 militares foram presos na segunda-feira (16) após confessarem que entregaram os jovens a traficantes do morro da Mineira, controlado pelo CV (Comando Vermelho), facção rival da ADA (Amigos dos Amigos), que domina a Providência. Os três foram mortos e seus corpos jogados em um aterro sanitário. A Justiça decretou prisão temporária de dez dias para os suspeitos.

O Exército ocupa o morro da Providência desde dezembro do ano passado, para acompanhar e dar segurança na realização do projeto Cimento Social. Ontem (18), a Justiça determinou a saída das tropas do morro. Moradores acusam os militares de agir com violência na comunidade. O governo recorreu da decisão.

Comentários dos leitores
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. sem opinião
avalie fechar
richardson leao (18) 15/08/2008 06h56
richardson leao (18) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 1 opinião
avalie fechar
Dilson Aquino (16) 31/07/2008 18h26
Dilson Aquino (16) 31/07/2008 18h26
O nome-de-guerra do bandido é Rupinol, uma corruptela carioca da droga "Rohypnol", um sedativo hipnótico. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (431)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca