Publicidade

Cotidiano
19/06/2008 - 19h45

Governo está disposto a enviar Força Nacional ao Rio, diz ministro da Justiça

Publicidade

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta quinta-feira que o governo está disposto a enviar a Forca Nacional de Segurança ao Rio depois de receber notificação oficial da Justiça. Tarso afirmou, no entanto, que o objetivo da Força não será ocupar o morro da Providência em substituição ao Exército, mas sim dar apoio à polícia do Estado.

"Independentemente da notificação do poder judiciário a Força Nacional está à disposição do governo do Rio, que deve apresentar um plano operacional para que ela mantenha a segurança no local. Mas a Força não é para substituir o aparato policial local, e sim algo complementar", disse o ministro.

A Justiça Federal determinou na quarta-feira (18) a retirada das tropas do Exército do morro da Providência e recomendou o envio da Força Nacional para substituir os militares.

Questionado sobre a indenização às famílias dos três jovens mortos depois de entregues a traficantes de uma facção rival do morro da Mineira, Tarso disse que a questão não será decidida pelo ministério da Justiça. "A questão diz respeito a uma relação do Ministério das Cidades com o Ministério da Defesa. Isso nada tem a ver com a função policial que é desenvolvida pela polícia estadual", disse o ministro.

O ministro lembrou que a Força Nacional de Segurança já tem homens no Estado do Rio atuando regiões que não incluem o morro da Providência.

Exército

O general Jorge Felix, chefe do Gabinete de Segurança Institucional, defendeu a permanência do Exercito no morro para concluir as ações do programa Cimento Social, que prevê a construção de casas a trabalhadores no local.

Na opinião do general, a ação criminosa de alguns militares do Exército foi isolada e não representa o pensamento da corporação. "O Exército tem que continuar, pois faz um trabalho meritório que está dando certo." O general acrescentou que não se deve "confundir um erro individual ou de um grupo com uma instituição. Temos que separar bem as coisas".

Felix disse, porém, que o Exército está disposto a cumprir a decisão da Justiça do Rio se for necessário desocupar o morro da Providência.

Ele também rebateu as críticas de que o Exército não cumpriu a Constituição Federal ao atuar com poderes de polícia no morro carioca. "O trabalho é absolutamente legal dentro do que prevê a legislação no convênio firmado entre os ministérios da Defesa e das Cidades. Não houve uso como segurança pública."

Crime

Os três jovens assassinados desapareceram no sábado (14), após serem abordados por militares em uma praça do morro da Providência e levados para um quartel do Exército. No sábado, familiares e moradores do morro protestaram ateando fogo em ônibus de vias próximas ao morro. Os rapazes foram encontrados mortos no domingo no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias, município da Baixada Fluminense.

Os 11 militares foram presos na segunda-feira (16) após confessarem que entregaram os jovens a traficantes do morro da Mineira, controlado pela ADA (Amigos dos Amigos), facção rival do CV (Comando Vermelho), que domina a Providência. A Justiça decretou prisão temporária de dez dias para os suspeitos.

O Exército ocupa o morro da Providência desde dezembro do ano passado, para acompanhar e dar segurança na realização do projeto Cimento Social. Ontem (18), a Justiça determinou a saída das tropas do morro. Moradores acusam os militares de agir com violência na comunidade. O governo recorreu da decisão.

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
avalie fechar
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
avalie fechar
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (432)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca