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Cotidiano
20/06/2008 - 11h42

Missa em homenagem a jovens da Providência reúne 300 no Rio

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LUISA BELCHIOR
colaboração para a Folha Online, no Rio

Cerca de 300 pessoas participam na manhã desta sexta-feira da missa de sétimo dia dos três jovens do morro da Providência (centro do Rio), mortos após serem entregues por militares a traficantes do morro da Mineira, rivais dos criminosos da Providência.

A missa ocorre na Vila Olímpica da Gamboa (centro esportivo da prefeitura) onde a mãe de Wellington Gonzaga Costa, 19, um dos jovens mortos, presta serviços.

Wellilngton era um dos cerca de 8.000 alunos inscritos na Vila Olímpica, segundo o gerente da vila, Noel Viegas, 73. "Ele estava aqui todo dia. É muito triste porque é o filho de uma pessoa que trabalha com a gente", disse Viegeas, nascido e criado na Providência.

Familiares, moradores do morro, alunos e professores participam da missa que é celebrada pelos padres Eduardo Beltramini e Ramon Fernandes da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio.

Professor de Wellinton em 2006, Claudinei Pereira, contou que foi a primeira vez que perdeu um aluno por causa da violência. "Ele era um menino bastante brincalhão e nunca estava de mau humor. É muito triste porque nós sempre falamos da importância do esporte na vida deles para não irem para o lado do crime".

A Justiça Militar no Rio decretou ontem (19) a prisão preventiva de quatro dos 11 militares suspeitos de participação na morte dos jovens. Os quatro e outros sete militares já estão presos em um quartel na Tijuca (zona norte) desde segunda-feira (16), quando a Justiça comum determinou a prisão temporária deles.

Crime

Os 11 militares, segundo a Polícia Civil, confessarem que entregaram os jovens a traficantes da Mineira, controlado pela ADA (Amigos dos Amigos), facção rival do CV (Comando Vermelho), que domina a Providência. Os três foram mortos e seus corpos jogados em um aterro sanitário.

O Exército ocupa a Providência desde dezembro do ano passado, para acompanhar e dar segurança na realização do projeto Cimento Social. Quarta (18), a Justiça determinou a saída das tropas do morro. Moradores acusam os militares de agir com violência na comunidade. O governo recorreu da decisão.

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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