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Cotidiano
20/06/2008 - 13h37

Retirada de tropas do Exército pode significar fim de obras no morro, diz Jobim

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LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online

O ministro Nelson Jobim (Defesa) disse nesta sexta-feira em Niterói (região metropolitana do Rio), que a retirada das tropas do Exército do morro da Providência (região central do Rio) pode significar a paralisação das obras que são realizadas no local.

Ele defendeu a manutenção dos militares e se mostrou contrário à decisão da juíza Regina Coeli Medeiros, da 18ª Vara Federal, que determinou a saída do Exército.

Na quinta-feira a AGU (Advocacia Geral da União) ingressou no Tribunal Regional Federal da 2ª Região com um agravo de instrumento para tentar reverter os efeitos da liminar expedida pela juíza federal. Às 13h30 de hoje, o Tribunal informou que até aquele horário não havia sido tomada nenhuma decisão a respeito.

A decisão da juíza foi feita após a denúncia do envolvimento de 11 militares da Força Armada na morte de três jovens. Os militares foram presos na segunda-feira (16) e confessaram, segundo a polícia, que entregaram os jovens a traficantes do morro da Mineira, controlado pela ADA (Amigos dos Amigos), facção rival do CV (Comando Vermelho), que domina a Providência, no sábado (14). Os três foram mortos e seus corpos jogados em um aterro sanitário.

A juíza também indicou em sua decisão que homens da Força Nacional de Segurança venham a substituir os militares. Ontem o secretário-executivo do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), Ronaldo Teixeira, disse que o governo estudaria a possibilidade de reforço no efetivo.

O próprio ministro da Justiça, Tarso Genro, disse ainda ontem que o governo estava disposto a enviar a Forca Nacional de Segurança ao Rio depois de receber notificação oficial da Justiça.

Hoje porém, Jobim afirmou não haver efetivo suficiente para substituição aos militares. "Se ela [Justiça] mantiver a liminar temos que retirar as tropas e evidentemente as obras vão paralisar também", afirmou.

O projeto Cimento Social prevê a reforma de casas do local. O Exército está no morro para garantir a segurança das obras.

Os moradores que auxiliam nos trabalhos já haviam paralisado as obras na terça-feira (17) em protesto à permanência dos militares.

Operações

O ministro defendeu operações urbanas feitas pelo Exército. Jobim reconheceu entretanto não haver respaldo legal para manter a atividade.

Devido a isso ele afirma que irá se reunir ainda na tarde desta sexta-feira em Brasília para discutir alternativas com representantes do Exército de forma a criar regulamentação a respeito. A proposta será apresentada ao Executivo e também encaminhada ao secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame.

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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